A realização, em Luanda, de uma etapa do Campeonato Mundial de Barcos Eléctricos E1 deverá servir de plataforma para projectar Angola como destino turístico internacional e aproximar o país das novas tendências de mobilidade sustentável e protecção dos oceanos.
As equipas que vão disputar, no próximo Domingo, 13, em Luanda, o primeiro lugar da competição defendem que a presença da E1 em águas angolanas poderá contribuir para valorizar os recursos turísticos do país e reforçar a projecção internacional da capital angolana, numa combinação entre desporto, tecnologia, sustentabilidade e promoção turística.
Em conferência de imprensa realizada esta Quinta-feira, 10, os pilotos e representantes das equipas destacaram igualmente a ambição competitiva de conquistar a etapa e somar resultados para as formações que representam.
A competição pretende, em simultâneo, demonstrar a eficiência de tecnologias eléctricas de alta velocidade aplicadas à náutica e chamar a atenção para a necessidade de preservação dos oceanos.
A dimensão ambiental da iniciativa inclui o apoio a acções locais de restauração de ecossistemas marinhos e de zonas costeiras, reforçando a ligação entre o evento desportivo e a agenda internacional de sustentabilidade.
Para o secretário de Estado para o Turismo, Augusto Laurindo Kalikemala, a realização da prova em Angola enquadra-se na estratégia do Governo de colocar o país no radar dos grandes eventos internacionais e projectar uma imagem de uma Angola moderna, conectada e aberta ao mundo.
O governante considerou ainda que, por se tratar de uma modalidade assente em barcos 100% eléctricos, a E1 constitui uma plataforma para alinhar Angola com tendências globais como a transição energética, a mobilidade limpa e a protecção das zonas costeiras.
“O campeonato ganha enorme projecção porque as equipas pertencem a estrelas globais como Will Smith (proprietário da equipa Westbrook Racing by Visit Angola), LeBron James, Rafael Nadal e Tom Brady. Isto dá a Angola uma exposição mediática instantânea em mais de 100 países”, considerou Augusto Kalikemala.
A presença de personalidades de projecção mundial associadas às equipas amplia, assim, o potencial de exposição da etapa angolana para além do universo estritamente desportivo, podendo contribuir para a divulgação de Luanda e de outros activos turísticos nacionais junto de audiências internacionais.
A grelha da competição é composta por dez equipas, entre as quais a Westbrook Racing by Visit Angola, apoiada por Will Smith, que será representada pelos pilotos Sara Price e Lucas Ordóñez.
Integram igualmente a competição a equipa AlUla, associada a LeBron James, com Nerea Martí e Rusty Wyatt; a Aoki Racing Team, de Steve Aoki, com Sara Misir e Dani Clos; e a equipa Brady, ligada a Tom Brady, com Emma Kimiläinen e Sam Coleman.
Estão ainda presentes formações associadas a outras figuras internacionais, entre as quais Rafael Nadal, Didier Drogba e Virat Kohli, através das equipas Rafa, Drogba Global Africa e Blue Rising, respectivamente, além da Monaco e de outras formações inscritas no campeonato.
A etapa de Luanda coloca Angola num calendário desportivo internacional em que a competição funciona também como uma montra para inovação tecnológica, sustentabilidade e promoção turística, sectores cuja conjugação poderá reforçar a atractividade do país enquanto destino para outros grandes eventos internacionais.





