O Executivo angolano prevê um crescimento económico de 5,5% em 2027, com uma despesa global de 37,3 biliões de kwanzas, no âmbito da proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para o próximo exercício económico, que estabelece como prioridades a prudência financeira, a continuidade do investimento público e o fortalecimento do sector não petrolífero.
Os dados foram avançados na Sexta-feira, passadoa, 30 de Outubro, em Luanda, pelo chefe da Equipa Económica do Executivo, José de Lima Massano, após a entrega da proposta do OGE 2027 ao presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida.
Segundo o governante, o documento procura assegurar a continuidade das prioridades estabelecidas no Plano de Desenvolvimento Nacional, num contexto internacional marcado por desafios económicos, apostando particularmente na diversificação da economia e no reforço dos sectores não petrolíferos.
De acordo com as projecções apresentadas, o sector não petrolífero deverá crescer 7,1%, enquanto o sector petrolífero terá como referência um preço médio de 71 dólares por barril.
O Executivo pretende igualmente prosseguir os esforços de redução da inflação, com vista à preservação do poder de compra das famílias.
José de Lima Massano sublinhou que a prudência na gestão das finanças públicas constitui um dos pilares da proposta, visando preservar a estabilidade macroeconómica, sustentar o crescimento económico e criar condições favoráveis à geração de emprego e à melhoria dos rendimentos da população.

No domínio do investimento público, o OGE 2027 prevê a continuidade dos projectos estruturantes nas áreas dos transportes, infra-estruturas rodoviárias, energia e abastecimento de água, bem como o reforço dos investimentos no sector da educação.
Neste último domínio, destaca-se o programa “Minha Escola, Meu Futuro”, orientado para a ampliação do acesso das crianças ao ensino regular.
Relativamente ao financiamento das despesas públicas, o Executivo estima necessidades brutas de endividamento na ordem dos 15,5 biliões de kwanzas em 2027.
Este montante poderá ser reduzido caso o preço internacional do petróleo ultrapasse o valor de referência estabelecido no orçamento, situação que poderá proporcionar maior margem financeira ao OGE.

Estado, à semelhança do que tem ocorrido durante a execução do OGE 2026.
O governante assegurou ainda que a proposta contempla os recursos necessários para garantir que o processo eleitoral previsto para 2027 decorra em condições de segurança e tranquilidade.
Com estas projecções, o Executivo pretende conciliar a disciplina orçamental com a expansão do investimento público, a diversificação da economia e a resposta às principais necessidades sociais do país.
Angola projecta inflação de 7,27% e crescimento de 5,5% em 2027
Entretanto, de acordo com a ministradas Finanças, Vera Daves de Sousa, a proposta orçamental procura conciliar as necessidades de financiamento do Estado com a continuidade dos investimentos nos sectores sociais prioritários, nomeadamente saúde, educação e habitação, sem comprometer a sustentabilidade da dívida pública.
Vera Daves de Sousa sublinhou que o Executivo pretende continuar a melhorar os indicadores sociais, através da disponibilização de recursos financeiros para assegurar o funcionamento das escolas, hospitais e centros de saúde primários. 
A proposta contempla igualmente a continuidade e reabilitação de infra-estruturas habitacionais, bem como a implementação de programas de realojamento, com vista à melhoria das condições de vida da população.
No domínio macroeconómico, a ministra apontou para uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,5% em 2027, enquanto a inflação de fim de período deverá situar-se em 7,27%.
Por sua vez, o ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, revelou que o montante destinado ao financiamento do Programa de Investimento Público (PIP) foi fixado em 5,5 biliões de kwanzas.
De acordo com o governante, o programa contempla um total de 2.607 projectos, dos quais 1.112 estão sob responsabilidade dos departamentos ministeriais, enquanto os restantes 1.495 serão executados pelos governos provinciais e pelas administrações municipais.
Os números apresentados evidenciam a dimensão do investimento público previsto para 2027, com uma distribuição de projectos entre os órgãos centrais e as estruturas da administração local, visando assegurar a execução das prioridades de desenvolvimento económico e social do país.





