Um desembolso de 26 milhões de dólares foi aprovado pelo Banco Mundial para o Projeto de Capital Humano em Cabo Verde, que irá apoiar milhares de famílias no acesso a serviços básicos e educação, de acordo com uma nota da instituição distribuída à imprensa.
O banco Mundial explica que o financiamento será atribuído a Cabo Verde pela Associação Internacional de Desenvolvimento – organismo daquele grupo que fornece empréstimos sem juros e subsídios aos países mais carenciados – e insere-se ainda no objectivo definido, antes da pandemia de covid-19, de apostar no capital humano como “um dos desafios mais significativos” para o país alcançar o “duplo objectivo” de reduzir a pobreza extrema e aumentar a prosperidade partilhada.
“A economia de Cabo Verde registou um crescimento robusto ao longo da última década, mas foi severamente atingida pela pandemia da Covid-19, agravando a desigualdade de rendimentos, aumentando a taxa de desemprego e minando os investimentos no capital humano”, reconhece a instituição financeira internacional.
Citada pela Lusa, Lily Mulatu, gestora global de Práticas Educativas para a África Ocidental e Central do Banco Mundial, diz tratar-se de um projecto que reúne quatro sectores diferentes, mas todos com o objectivo de melhorar o capital humano de Cabo Verde.
“Assenta em realizações recentes e esforços contínuos do Governo de Cabo Verde, apoiado pelo Banco Mundial, nos sectores da educação e protecção social, bem como no programa de reabilitação urbana do Governo”, afirmou a responsável, citada no mesmo comunicado.
Em concreto, o Projecto Capital Humano visa melhorar o acesso a serviços básicos e formação relevante para o mercado de trabalho em Cabo Verde e, para alcançar esse objectivo, apoiará o Governo de Cabo Verde em três áreas de resultados.
Prevê assegurar que todos os jovens em idade escolar adquiram competências relevantes para as necessidades do mercado de trabalho, também que os investimentos em formação profissional conduzam a uma maior empregabilidade e, por último, apoiar mulheres e jovens de famílias pobres e vulneráveis e melhorar o seu acesso a serviços básicos, incluindo intervenções de inclusão produtiva, formação, cuidados infantis, água e saneamento.
No sector da educação, o projecto apoiará a reforma curricular no ensino secundário, concentrando-se também na formação profissional de professores e na monitorização dos resultados da aprendizagem, para melhorar a qualidade da educação.
Para o desenvolvimento de competências serão apoiadas reformas que focalizem uma maior atenção na empregabilidade de participantes em acções de formação e no aumento do papel do sector privado, através do desenvolvimento de parcerias público-privadas para a formação de competências.
Já para a área da protecção social, o projecto assenta em esforços recentes para estabelecer um registo social e direccionar serviços para as famílias mais pobres e vulneráveis, incluindo a expansão de um programa de inclusão social e produtiva a todos os 22 municípios do país.





