Macau perde 47% das receitas de jogo de clientes de ‘peso’ no primeiro trimestre

Conhecido pelo seu turismo exótico e voltado a diversidade de jogos de azar, a região autónoma de Macau viu as receitas do designado jogo VIP dos seus casinos fixarem-se nos 554,9 milhões de euros, nos primeiros três meses de 2022, uma queda abrupta de 47% face ao total recolhido em igual período de 2021. Na…
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Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) do país mostra que as receitas do jogo bacará, nas salas de grandes apostas, ficaram também abaixo do registado no último trimestre de 2021.
Economia

Conhecido pelo seu turismo exótico e voltado a diversidade de jogos de azar, a região autónoma de Macau viu as receitas do designado jogo VIP dos seus casinos fixarem-se nos 554,9 milhões de euros, nos primeiros três meses de 2022, uma queda abrupta de 47% face ao total recolhido em igual período de 2021.

Na moeda local, a queda das grandes apostas foi de 4,8 mil milhões de patacas, justificada, em parte, pela crise da pandemia da Covid-19 que levou os grandes apostadores a afastarem-se daquele segmento de negócio.

Aliás, o histórico mostra que o primeiro trimestre do ano é, segundo a Lusa, tradicionalmente uma época alta para o turismo da região chinesa, sobretudo devido às celebrações do Ano Novo Lunar. Mas o resultado do jogo VIP, nos três primeiros meses de 2022, foi o mais baixo desde o segundo trimestre de 2020, altura em que grande parte da China continental, o principal mercado dos casinos de Macau, estava em confinamento devido à pandemia da Covid-19.

A queda nas salas de grandes apostas foi quase duas vezes maior do que a registada em toda a indústria do jogo em Macau, cujas receitas caíram 24,8% no primeiro trimestre deste ano.

Só em Novembro do ano passado, a indústria do jogo de Macau foi afectada pela queda do maior angariador de apostas VIP do mundo, a Suncity, quando as autoridades de Macau decretaram a prisão preventiva do seu director executivo, Alvin Chau.

Poucos dias depois, conta a Lusa, a Suncity anunciou o fim das operações relacionadas com os angariadores de jogadores, já depois de, em 30 de Novembro, ter encerrado as salas de jogo VIP em Macau, sendo que o grupo estava presente em mais de 40% dos casinos do território.

Já em 30 de Janeiro, a Polícia Judiciária de Macau anunciou a detenção de mais dois empresários por suspeitas de exploração ilícita do jogo, branqueamento de capitais e associação criminosa, incluindo o líder do grupo Tak Chun, que possui uma licença para operar como junket.

A cronologia dos factos prossegue. Também em Março, mais um promotor de jogo de Macau, o Macau Golden Group, parceiro histórico da SJM, anunciou o encerramento da actividade, isto de acordo com o site especializado em jogo GGRAsia.

O número de licenças de promotores de jogo em Macau emitidas para este ano pela Direccção de Inspecção e Coordenação de Jogos caiu de 85 para 46.

O jogo representa cerca de 80% das receitas do Governo e 55,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de Macau, numa indústria que dá trabalho a mais de 80 mil pessoas, ou seja, a 17,23% da população empregada.

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