Guiné-Bissau passa a receber voos da Costa do Marfim

A Guiné-Bissau vai passar a ter ligações aéreas à Costa do Marfim a partir deste mês, segundo revelou recentemente, Aliu Soares Cassamá, diretor-geral da empresa NAS Bissau, que gere e assiste o aeroporto internacional Osvaldo Vieira. A Air Côte d'Ivoire vai passar a ligar Bissau e Abidjan, passando por Dacar, no Senegal, três vezes por…
ebenhack/AP
Autoridades guineenses consideram presença da companhia marfinense na Guiné-Bissau uma “alavanca para a economia” de toda a sub-região africana.
Economia Negócios

A Guiné-Bissau vai passar a ter ligações aéreas à Costa do Marfim a partir deste mês, segundo revelou recentemente, Aliu Soares Cassamá, diretor-geral da empresa NAS Bissau, que gere e assiste o aeroporto internacional Osvaldo Vieira.

A Air Côte d’Ivoire vai passar a ligar Bissau e Abidjan, passando por Dacar, no Senegal, três vezes por semana, à Terça-feira, Quinta-feira e Domingo, adiantou Aliu Soares Cassamá.

O diretor-geral da NAS Bissau considerou que a presença da companhia marfinense na Guiné-Bissau é uma “alavanca para a economia” de toda a sub-região africana, destacando a pujança da Costa do Marfim.

“É uma mais-valia para o país, porque ter um voo direto entre Bissau e Abidjan é uma grande vantagem. Toda a gente sabe que a Costa do Marfim detém 35% da economia da nossa sub-região”, frisou Soares Cassamá, citado pela Lusa.

O responsável afirmou que “a partir de agora” os operadores económicos dos países terão a “vida facilitada”, através das ligações aéreas e diretas, “também impulsionadas pelos Presidentes da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, e da Costa do Marfim, Alassane Ouattara”.

Em julho, avançou ainda Aliu Soares Cassamá, começa a voar para Bissau a companhia aérea privada Bestfly, tendo sido já para o efeito rubricado o contrato de assistência aeroportuária com a NAS Bissau.

Soares Cassamá observou que a operadora cabo-verdiana também irá ajudar a facilitar as trocas comerciais entre os dois países, nomeadamente pelo facto de os empresários não terem de viajar até Dacar quando querem chegar a Cabo Verde.

Actualmente, o único aeroporto internacional da Guiné-Bissau recebe regularmente os voos das companhias portuguesas TAP e EuroAtlantic, da multinacional africana Asky, da Air Senegal e da marroquina RAM (Royal Air Marroc).

A NAS, que está presente em 56 países do mundo, entre os quais 17 africanos, incluindo Guiné-Bissau e Moçambique, aguarda por uma auditoria da IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos) em Agosto.

Se o aeroporto for certificado pela IATA, em duas componentes de avaliação, passará a poder receber aeronaves de qualquer companhia aérea e ainda aviões cargueiros, notou Aliu Soares Cassamá. Neste último aspeto, Soares Cassamá vaticinou ganhos para a economia, dando o exemplo de facilidade no escoamento do pescado fresco e castanha do caju, principal produto agrícola e de exportação do país.

Com Lusa

Mais Artigos