Missão da CPLP em Angola acredita num processo eleitoral com normalidade

A Missão de Observação Eleitoral (MOE) da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) às Eleições Gerais em Angola reuniu esta manhã com o candidato do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), João Lourenço. No final do encontro, o chefe da MOE-CPLP e ex-presidente da Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, deixou a confiança de…
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O chefe da missão de observadores da CPLP às eleições angolanas, Jorge Carlos Fonseca, está confiante que o processo vai decorrer com normalidade e que os resultados serão aceites.
Economia

A Missão de Observação Eleitoral (MOE) da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) às Eleições Gerais em Angola reuniu esta manhã com o candidato do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), João Lourenço. No final do encontro, o chefe da MOE-CPLP e ex-presidente da Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, deixou a confiança de que o processo eleitoral decorra com normalidade e que os resultados venham a ser aceites com tranquilidade.

Jorge Carlos Fonseca sublinhou que “vamos fazer o melhor para contribuir à nossa medida e com os limites que temos para que o processo eleitoral angolano decorra com normalidade democrática, quer seja a campanha eleitoral, seja o escrutínio e o apuramento dos resultados as coisas decorram com tranquilidade, com normalidade e que os resultados traduzam uma vontade genuína dos angolanos”.

O ex-presidente cabo-verdiano realçou que o facto de concorrerem oito partidos políticos “é sinal de vitalidade da democracia angolana e sinal de interesse das forças políticas angolanas pelo destino de Angola”. O antigo chefe de Estado destacou ainda que “o fundamental é que a campanha eleitoral na diferença, no confronto, no dissenso normal em democracia” decorra com tranquilidade e sem violência.

Para Jorge Carlos Fonseca, estas eleições marcam o percurso que Angola tem feito no sentido de “consolidar a democracia e aperfeiçoar e aprimorar o Estado de direito democrático”. Ainda assim admitiu que “todas as eleições democráticas têm sempre alguma picardia política que faz parte da concorrência democrática”. Mas reiterou que “estamos otimistas e convencidos que as coisas irão decorrer com normalidade e que, no final, os resultados quaisquer que eles sejam vão ser aceites por todos, democraticamente, de forma que Angola continue a trilhar caminhos de progresso crescente, material e não só, para bem de todos os angolanos”.

Jorge Carlos Fonseca lembrou que este foi o primeiro encontro no âmbito da missão de observadores, mas estão previstas reuniões com outras entidades como a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e outros dirigentes de outras organizações políticas.

O antigo governante admitiu que “vai ser uma maratona de encontros de modo que a missão cumpra a sua missão de observação eleitoral que é de testemunho do que é o processo eleitoral aqui em Angola”. E explicou que a missão não vai validar votos nem corrigir processos eleitorais e não tem nada a ver com o funcionamento das mesas. “Observamos de acordo com certas regras, temos em conta as regras legais e outras do país que realiza as eleições, verificamos e no final produzimos um relatório que é a nossa avaliação do processo eleitoral daquilo que podemos observar”, detalhou Jorge Carlos Fonseca.

Na próxima quarta-feira, dia 24, cerca de 14 milhões eleitores vão poder exercer o direito de voto neste quinto acto eleitoral em Angola. Haverá lugar à participação de eleitores residentes no estrangeiro, sendo que, a Comissão Nacional Eleitoral antecipa que cerca de 33 mil residentes no exterior estão habilitados para votar.

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