O Banco Angolano de Investimentos (BAI) anunciou, em Luanda, no último sábado, que os resultados líquidos aumentaram 41% no primeiro semestre de 2022 para 40 mil milhões de kwanzas (94 milhões de euros), face ao período homólogo.
A empresa justifica que os resultados foram influenciados pelo crescimento da margem financeira em 15% e pela redução dos custos com imparidades em 92%.
Além de Angola, o BAI tem negócios noutros países de língua oficial portuguesa, nomeadamente em Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, onde, na maioria deles, houve igualmente um aumento dos resultados líquidos, excepção de Cabo Verde.
No caso do BAI Cabo Verde, o resultado líquido ascendeu a 195 mil euros, que compara com os 364 mil euros do período homólogo, representando uma redução de 46%, determinada essencialmente pelo crescimento dos custos de estrutura e agravamento das imparidades de outros activos financeiros e recuperações em 136 mil euros, avança a instituição.
Os dados apresentados em conferência de imprensa, indicam que resultado líquido do Banco Internacional de São Tomé e Príncipe foi de 1,733 milhões euros, representando um crescimento de 597 mil euros, comparativamente ao período homólogo
O BAI tornou-se, em Junho, na primeira empresa cotada na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (Bodiva), alienando 10% do seu capital, o que se reflectiu numa redução de 3% do stock de depósitos, para 2,449 biliões de kwanzas (5,7 mil milhões de euros), face a Dezembro de 2021, devido, essencialmente, à redução dos depósitos em moeda estrangeira (-32%), não obstante o aumento dos depósitos em moeda nacional em 35% decorrente, entre outros, da Oferta Pública de Venda (OPV).
Nesta Segunda-feira, 10, a instituição deu a conhecer, em comunicado, que um total de 972.500 acções próprias, fazem parte de uma operação de alienação que teve início no mercado de bolsa de acções, gerido pela Bodiva – Bolsa de Dívida e Valores de Angola.
De acordo com o documento do BAI enviado à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, a referida alienação destina-se a todos os investidores interessados, sujeitos aos termos e limites estabelecidos por lei.





