China quer investir cerca de 150 milhões de dólares para reduzir cortes de energia na Guiné Equatorial

A empresa chinesa a Beijing Weineng (BWI) propôs investir cerca de 150 milhões de dólares na construção de usinas fotovoltaicas na Guiné Equatorial, para reforçar o fornecimento de electricidade e ajudar a reduzir os apagões e falhas de energia no país. A electricidade produzida seria vendida à Sociedade de Electricidade da Guiné Equatorial (SEGESA) e…
ebenhack/AP
O Governo da Guiné Equatorial está a considerar o investimento chinês para reduzir os cortes de energia que ocorrem em Malabo e para garantir um fornecimento de electricidade mais estável para a população e as empresas.
Economia

A empresa chinesa a Beijing Weineng (BWI) propôs investir cerca de 150 milhões de dólares na construção de usinas fotovoltaicas na Guiné Equatorial, para reforçar o fornecimento de electricidade e ajudar a reduzir os apagões e falhas de energia no país.

A electricidade produzida seria vendida à Sociedade de Electricidade da Guiné Equatorial (SEGESA) e integrada à rede nacional, fornecendo assim uma nova fonte de energia para reforçar o abastecimento.

Com esse objectivo, o vice-presidente equato-guineense, Obiang Mangue, presidiu uma reunião de trabalho com o primeiro-ministro, autoridades dos Ministérios da Energia e das Finanças, a direcção da SEGESA e representantes da empresa chinesa CMEC.

Segundo comunicado, o Governo da Guiné Equatorial está a considerar o investimento chinês para reduzir os cortes de energia que ocorrem em Malabo e para garantir um fornecimento de electricidade mais estável para a população e as empresas.

Nguema Obiang Mangue deu sinal verde para avançar com esta proposta e instruiu o primeiro-ministro e os departamentos competentes a iniciarem as negociações.

O governante disse que antes de se chegar a um acordo, será necessário estudar aspectos como a localização das centrais, a quantidade de energia que poderão produzir, a sua ligação à rede eléctrica, o preço por quilowatt e as condições de compra para a SEGESA.

Caso as condições técnicas, económicas e jurídicas sejam favoráveis à Guiné Equatorial, refere o documento, o Governo espera finalizar o acordo antes do final do ano e se for concretizado conforme proposto, representará, o segundo maior investimento privado no país e proporcionará uma nova fonte de energia, reduzindo a dependência dos sistemas de geração actuais.

No entanto, salienta o comunicado, o Executivo pretende ainda que as medidas adotadas não só restabeleçam o serviço normal, como também fortaleçam o sistema eléctrico para garantir um fornecimento confiável e contínuo que atenda às necessidades da população e ao desenvolvimento económico do país.

Por outro lado, os técnicos frisaram que as interrupções actuais devem-se a uma avaria na turbina, pis já estão em curso inspecções para determinar a extensão do problema e proceder às reparações.

Enquanto os reparos estão sendo feitos, o Governo guineense está a estudar alternativas que permitam uma resposta rápida em caso de problemas na geração de energia. Entretanto, entred as opções em consideração está o uso de óleo combustível como fonte de energia de reserva em situações de emergência.

Nguema Obiang Mangue manifestou a sua preocupação com as dificuldades que esta situação está a causar aos residentes e solicitou que os trabalhos sejam acelerados e que os clientes sejam mantidos informados até que o serviço seja restabelecido.

De acordo com a nota, a reunião também serviu para analisar a situação financeira da SEGESA e as dívidas de diversos clientes.

O vice-presidente afirmou que é difícil exigir um serviço melhor da empresa se ela não dispõe de recursos suficientes para adquirir materiais, manter as instalações e reparar avarias.

Portanto, o governante determinou uma abordagem mais agressiva na cobrança de facturas em atraso e, de acordo com a legislação vigente, o corte do fornecimento de energia para aqueles que não quitarem suas dívidas, oferecendo, simultaneamente, planos de pagamento para reduzir os valores devidos.

A sessão também serviu para autorizar a modernização gradual da iluminação pública com tecnologia LED e para buscar soluções para o furto de cabos e outros materiais elétricos. “Essas práticas, além de causarem prejuízos económicos, deixam ruas sem iluminação, aumentam a insegurança e danificam infraestruturas que pertencem a toda a população”, finaliza o documento.

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