Angola com fiscais insuficientes para combater exploração ilegal de madeira

As autoridades angolanas continuam a registar casos de exploração ilegal de madeira, devido ao défice de fiscais que se verifica em várias províncias do país com maior potencial florestal, admitiu, em Luanda, a chefe de Departamento de Fomento Florestal, do Ministério da Agricultura e Florestas, Cristina Tumba. “A exploração ilegal é uma luta árdua, mas…
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Autoridades angolanas admitem que continuam a registar casos de exploração ilegal de madeira, devido ao défice de fiscais que se verifica em várias províncias do país com maior potencial florestal.
Economia

As autoridades angolanas continuam a registar casos de exploração ilegal de madeira, devido ao défice de fiscais que se verifica em várias províncias do país com maior potencial florestal, admitiu, em Luanda, a chefe de Departamento de Fomento Florestal, do Ministério da Agricultura e Florestas, Cristina Tumba.

“A exploração ilegal é uma luta árdua, mas continuamos a trabalhar”, garantiu Cristina Tumba, que falava aos jornalistas durante o Simpósio de Negócios no Sector da Mobília e Transformação da Madeira, realizado há dias pela Ato Internacional Consulting, sob o lema “Oportunidade e Desafios no Mercado da Mobília e Derivados da Madeira em Angola”.

“Nós não temos dados estatísticos sobre quantos casos, mas temos vindo a apreender, a produzir multas e outras medidas sobre produtos florestais explorados ilegalmente”, disse a responsável, dando nota que o Conselho de Ministros do país aprovou já um memorando que prevê contratação de mais fiscais.

Por outro, Cristina Tumba deu a conhecer que o Ministério da Agricultura e Florestas está a estabelecer contratos de concessão de 45 anos, onde os operadores podem explorar, plantar e produzir localmente.

Para o presidente da Associação Nacional dos Industriais e Madeireiros de Angola (ANIMA), José Veríssimo, a exploração ilegal de madeira estrangula a economia do pais e propaga a má imagem do operador que actua no sector. “Se grande parte da produção da madeira vem do garimpo, então há uma concorrência desleal no mercado, o que prejudica quem paga imposto e tem compromisso com o Estado”, clarificou.  

Por sua vez, o director-geral adjunto do Serviço da Contratação Pública (SNCP), Osvaldo Ngoloimwe, sublinhou que boa parte da mobília que é usada em Angola é importada.

“Isso demonstra que estamos abertos enquanto mercado, mas também queremos que a produção interna seja, de facto, maior e melhor”, acrescentou que “nós queremos promover a oportunidade de negócios para os operadores económicos nacionais”.  

Já a administradora executiva da Ato Internacional Consulting, Vânia Frederico, considerou que Angola tem um potencial de madeira muito rico, mas, no entanto, considera que há uma falha na cadeia de produção.

 “Temos uma série de derivados, porém não sabemos o que se faz com a nossa madeira, para além da mobília”, apontou Vânia Frederico, apelando para um maior consumo da produção nacional.

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