Governo quer duplicar emissão de selos “Feito em Angola” em 2024

O governo angolano quer duplicar, em 2024, o número do emissão do selo Feito em Angola, passando dos actuais 1 032 para 2 000, avançou à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA o secretário de Estado para Economia Ivan Marques dos Santos. Falando no final da abertura da 2.ª edição da Expo "Feito em Angola" (EFA), que arrancou nesta Quarta-feira, 15, na…
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À FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, o secretário de Estado para Economia disse que pretendem passar a certificar mais empresas que actuam no sector agrícola.
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O governo angolano quer duplicar, em 2024, o número do emissão do selo Feito em Angola, passando dos actuais 1 032 para 2 000, avançou à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA o secretário de Estado para Economia Ivan Marques dos Santos.

Falando no final da abertura da 2.ª edição da Expo “Feito em Angola” (EFA), que arrancou nesta Quarta-feira, 15, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, o responsável explicou que o aumento passará pela criação e implementação de medidas mais activas no sector agrícola, que vai culminar com a formalização da nossa economia.

O que se pretende, disse Ivan dos Santos, é passar a certificar mais empresas que actuam no sector agrícola, sendo que “já existe muita emissão de selo no sector industrial”.

“O processo de aposta na produção nacional é irreversível, pois os produtos petrolíferos tendem a ocupar um espaço cada vez maior na formação do PIB nacional e, para tal, será necessário termos um empresariado mais robusto e resiliente, capaz de superar os desafios e assumir as rédeas da economia nacional, em linha com o estabelecido pelo PRODESI [Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações], que busca fortalecer o sector privado, facilitar o acesso ao mercado externo e fomentar a economia local”, considerou.  

O secretário de Estado para Economia admitiu que a produção local não é considerável, tendo em conta que ainda há necessidade de se importar alguns produtos. “Sem prejuízo a isso, já existe produção nacional”, ressaltou, no entanto.  

Questionado sobre o subida dos preços dos produtos da cesta básica, Ivan dos Santos afirmou que o Governo está a combater com o aumento da produção nacional. “Vamos calibrar o papel da Reserva Estratégica Alimentar, no sentido de colmatar algumas falhas de mercado que nós temos cá em Luanda e em todo o país”, indicou.

Expo Feito em Angola, referiu o governante, é a plataforma ideal para que os empresários possam expor os seus produtos, fazer negócios e ajudarem na segurança alimentar.

A Expo Feito em Angola, uma iniciativa do Ministério da Economia e Planeamento, cuja operacionalização está a cargo do Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), decorre de 15 a 18 deste mês, sob o lema “A Importância do Feito em Angola para o Processo de Integração Económica Regional”, com a participação de 242 empresas, incluindo da República Democrática do Congo.

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