BNI e Moza Banco com elevado crédito malparado em Moçambique

O Banco Nacional de Investimento (BNI) e o Moza Banco foram os dois bancos moçambicanos com os rácios de crédito em incumprimento mais elevados no terceiro trimestre, mas a maioria permanece acima dos 5% recomendados pelo banco central. De acordo com o relatório sobre os Indicadores Prudenciais e Económico-Financeiros divulgado, há dias, pelo Banco de…
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Da lista divulgada pelo banco central, apenas o First Capital Bank, United Bank for Africa e Standard Bank apresentam um rácio de crédito em incumprimento inferior ao recomendado.
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O Banco Nacional de Investimento (BNI) e o Moza Banco foram os dois bancos moçambicanos com os rácios de crédito em incumprimento mais elevados no terceiro trimestre, mas a maioria permanece acima dos 5% recomendados pelo banco central.

De acordo com o relatório sobre os Indicadores Prudenciais e Económico-Financeiros divulgado, há dias, pelo Banco de Moçambique, o Banco Nacional de Investimento (BNI) – que integra a lista do banco central de instituições com menos de mil clientes – fechou o terceiro trimestre deste ano com um rácio de crédito em incumprimento (NPL) de 43,79% do total concedido (60,45% no trimestre anterior) e um rácio de cobertura de NPL de 71,43%.

Entre os cerca de 15 bancos comerciais da listagem do banco central segue-se o Moza Banco, o quinto maior do país, intervencionado em 2016 após o colapso do accionista português BES e actualmente participado em 3,54% pelo Novo Banco, com um rácio de NPL de 23,92% (26,53% no trimestre anterior), mas para um rácio de cobertura de 94,75%.

Da lista divulgada pelo banco central, com base em dados fornecidos pelas próprias instituições financeiras, apenas o First Capital Bank (FCB), United Bank for Africa (UBA) e Standard Bank apresentam um rácio de NPL inferior ao recomendado, respetivamente de 0,59%, 0,83% e de 2,59%.

O governador do Banco de Moçambique, Rogério Lucas Zandamela, citado pela Lusa, afirmou este mês que o sector bancário nacional está “sólido e bem capitalizado”, mas alertou que o crédito em incumprimento permanece em níveis elevados.

“O rácio de crédito em incumprimento continua em níveis relativamente elevados”, descreveu, apontando que se situava em 9,1% do total em Setembro último, contra 9,3% no mesmo mês do ano passado.

“O sector bancário nacional continua sólido e bem capitalizado, tendo o rácio de solvabilidade se fixado em 24,0% em Setembro do corrente ano, correspondente a 12,0 pontos percentuais acima do mínimo regulamentar”, destacou Zandamela, na abertura do 48.º conselho consultivo do banco central, na cidade de Inhambane, em 01 de Novembro.

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