Electra vai contrair empréstimo de 3,2 milhões de euros

O Estado de Cabo Verde deu um aval à empresa de electricidade e água, Electra, para contrair um empréstimo bancário de 360 milhões de escudos (3,2 milhões de euros) para executar as suas actividades e reforçar a tesouraria. "Para garantir a execução das actividades e o reforço da sua tesouraria, a empresa perspetiva recorrer a…
ebenhack/AP
O Estado cabo-verdiano deu aval á Electra para contrair um empréstimo de 3,2 milhões de euros para reforçar a sua tesouraria.
Negócios

O Estado de Cabo Verde deu um aval à empresa de electricidade e água, Electra, para contrair um empréstimo bancário de 360 milhões de escudos (3,2 milhões de euros) para executar as suas actividades e reforçar a tesouraria.

“Para garantir a execução das actividades e o reforço da sua tesouraria, a empresa perspetiva recorrer a um financiamento bancário, no montante de 360.000.000$00 (trezentos e sessenta milhões de escudos), para o qual é solicitado um aval do Estado como condição indissociável à realização da operação financeira”, lê-se no documento oficial, consultado pela Lusa, indicando que a Direção Geral do Tesouro dá o aval à Electra para obter o empréstimo bancário junto da Caixa Económica de Cabo Verde.

De acordo com a Lusa, os programas de investimentos públicos previstos no Plano de Actividades da empresa, bem como do reforço da sua tesouraria face à situação crítica que atravessa.

Por isso, “o Estado de Cabo Verde, enquanto acionista e perante o papel relevante que a Electra desempenha no setor energético nacional, reconhece a manifesta importância em apoiar a empresa na mobilização desses recursos financeiros”, refere.

A Electra prevê no seu Plano de Atividades investimentos na manutenção das centrais elétricas a nível nacional, que se tornam “imprescindíveis para o bom funcionamento” dos serviços prestados ao país, com impacto direto na prestação de serviços junto dos clientes, nomeadamente, extensões de redes, iluminação pública e novas ligações de energia e água. No entanto, devido à grande pressão na sua tesouraria, não tem sido possível avançar com a implementação do plano”, explicou o Governo.

Ainda de acordo com a mesma resolução, a empresa tem passado por diferentes modelos de gestão e administração e, atualmente, enfrenta “graves problemas económicos e financeiros”, em consequência dos impactos da crise internacional provocada pelos efeitos da subida imediata dos preços dos combustíveis, causando sérios constrangimentos a nível da sua tesouraria.

Mais Artigos