Angola quer incluir o kwanza no sistema de pagamentos da SADC

Angola pretende incluir a sua moeda, o kwanza, no sistema de pagamentos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), numa iniciativa que visa reduzir a dependência de moedas de terceiros e simplificar as operações cambiais associadas ao comércio e ao investimento na região. A intenção foi anunciada esta Terça-feira, 08, pelo ministro de Estado…
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A inclusão da moeda no sistema de pagamentos da SADC está entre as prioridades do país para aprofundar a integração económica regional, com o Governo a procurar reduzir os custos e a complexidade das operações cambiais, segundo o ministro de Estado para a Coordenação Económica.
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Angola pretende incluir a sua moeda, o kwanza, no sistema de pagamentos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), numa iniciativa que visa reduzir a dependência de moedas de terceiros e simplificar as operações cambiais associadas ao comércio e ao investimento na região.

A intenção foi anunciada esta Terça-feira, 08, pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, durante o Fórum Económico Angola–Botswana, realizado no quadro da visita do Presidente do Botswana, Duma Gideon Boko, a Angola.

Para o governante, a integração financeira regional tem potencial para facilitar os investimentos e as transacções comerciais, ao criar condições para que empresas dos países membros da SADC possam fazer negócios com menos barreiras cambiais e menor dependência de intermediários financeiros externos.

“Por isso, reunimos aqui actores e líderes empresariais dos mais diversos sectores da nossa economia, em representação da classe, com o objectivo de colher do Presidente do Botswana, Duma Gideon Boko, a visão e o caminho para agilizar e intensificar a integração entre as nossas economias”, afirmou José de Lima Massano.

A aposta na integração financeira surge num momento em que Angola procura aprofundar as relações económicas com os países da região e atrair maior participação do investimento privado na diversificação da economia.

Segundo Massano, o Executivo tem implementado reformas estruturais destinadas à estabilização macroeconómica, à modernização do quadro legal e à melhoria do ambiente de negócios.

O ministro de Estado garantiu que Angola está a crescer e pretende preservar essa dinâmica, considerando essencial a atracção de mais investimento privado. Neste contexto, lançou um convite aos investidores do Botswana para explorarem as oportunidades existentes no mercado angolano.

A aproximação económica entre os dois países deverá assentar em sectores considerados complementares pelas autoridades, incluindo energia, refinação de petróleo, exploração e comercialização de diamantes e outros minerais, agropecuária, pescas, turismo ambiental, transportes e infra-estruturas logísticas.

Massano destacou que o Presidente angolano, João Lourenço, atribui prioridade e urgência à materialização de uma parceria económica efectiva entre Angola e Botswana, numa relação que pretende ultrapassar a dimensão política e ganhar maior expressão nos fluxos de comércio e investimento.

O governante reiterou, por isso, o compromisso de Angola em trabalhar com as autoridades do Botswana para remover eventuais barreiras e facilitar o comércio e o investimento, tanto no quadro das relações bilaterais como da integração regional.

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