“África precisa de investimentos que lhe permitam desenvolver cadeias de valor locais” – vice-presidente da Guiné Equatoriall

África precisa de investimentos que lhe permitam desenvolver cadeias de valor locais, construir infraestruturas, avançar na industrialização, reforçar o capital humano, incorporar novas tecnologias e criar emprego, sobretudo para a numerosa população jovem do continente, apelou esta Quinta-feira, 24, em Nova Iorque, o vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Obiang Mangue. Ao discursar no terceiro…
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Ao discursar no terceiro dia da Assembleia-Geral das Nações Unidas, sob o tema "Restaurando a Confiança, Gerindo a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Responde às Necessidades de Todos", Teodoro Nguema Obiang Mangue pediu que mais investimento em África para desenvolver a indústria.
Economia

África precisa de investimentos que lhe permitam desenvolver cadeias de valor locais, construir infraestruturas, avançar na industrialização, reforçar o capital humano, incorporar novas tecnologias e criar emprego, sobretudo para a numerosa população jovem do continente, apelou esta Quinta-feira, 24, em Nova Iorque, o vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Obiang Mangue.

Ao discursar no terceiro dia da Assembleia-Geral das Nações Unidas, sob o tema “Restaurando a Confiança, Gerindo a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Responde às Necessidades de Todos”, o governante equato-guineense pediu que mais investimento em África para desenvolver a indústria e criar emprego e dois lugares permanentes do continente no Conselho de Segurança da ONU.

Teodoro Nguema Obiang Mangue sublinhou que uma “África mais produtiva e industrializada será um parceiro mais forte, em benefício também daqueles que pretendem travar a emigração africana”.

Durante seu discurso, a segunda figura política mais poderosa da Guiné Equatorial defendeu a necessidade de restaurar a confiança nas instituições internacionais, cumprindo os acordos e decisões adotados para produzir resultados tangíveis que beneficiem directamente a população.

Em relação ao desenvolvimento, Nguema Obiang Mangue defendeu um modelo de cooperação que permita aos países africanos acessar maiores recursos financeiros, processar suas matérias-primas e desenvolver suas próprias capacidades tecnológicas.

Também alertou para os obstáculos que dificultam a concretização da Agenda 2030, incluindo a pobreza, a desigualdade e as consequências das mudanças climáticas.

Na área da paz e segurança, a Guiné Equatorial demonstrou seu compromisso com a Carta das Nações Unidas e com a resolução pacífica de conflitos.

O vice-presidente citou como exemplo o processo seguido com a República Gabonesa perante o Tribunal Internacional de Justiça para resolver suas disputas territoriais, bem como o diálogo bilateral em curso entre os dois países para promover a implementação da sentença.

A Guiné Equatorial apelou ainda à cooperação na ONU para gerar resultados visíveis e defender a Agenda 2030, recordandou que quando foi adotada a Agenda 2030 foram feitas promessas de “erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas possam viver com dignidade, sem deixar ninguém para trás”.

Contudo, disse, “a pobreza persiste, as desigualdades aumentam e as alterações climáticas continuam a agravar-se”.

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