Angola e Moçambique estão entre os países que vão beneficiar do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (IFAD), segundo anúncio feito nesta Quarta-feira, 8, durante a abertura na capital queniana, Nairobi, de uma representação regional da instituição que vai assistir 22 países da África Austral e Oriental.
O objectivo principal é ajudar a reduzir a fome e a pobreza através do apoio a pequenos agricultores dos dois países lusófonos.
O vice-presidente do Fundo considerou a abertura do escritório regional como “um marco fundamental” para o processo de descentralização do IFAD, que pretende aproveitar as conquistas já alcançadas nos últimos 40 anos.
“O reforço da presença do IFAD nas duas regiões africanas representa uma demonstração do compromisso de chegar aos mais marginalizados”, avança um comunicado da instituição, citado pela Lusa. O documento refere ainda que na África Austral e Oriental a agricultura é o maior sector, empregando 65% da força de trabalho e respondendo por mais de 30% do PIB da região.
“Milho, trigo, arroz, milhete [milho de grão miúdo], batata e mandioca são os principais produtos agrícolas do comércio, gerando uma receita anual estimada em 46,7 mil milhões de euros. Infelizmente, houve um declínio na produção agrícola, desencadeado por choques como mudanças climáticas, Covid-19 e conflitos”, destaca a nota.
Sara Mbago-Bhunu, diretora Regional do IFAD para a África Austral e Oriental, salientou que a representação regional vai tornará mais fácil para o Fundo catalisar investimentos públicos e privados na agricultura para beneficiar as comunidades e empresas rurais nos 22 países abrangidos.





