O Instituto de Gestão de Ativos e Participações do estado (IGAPE), prevê para este ano privatizar 63 activo/empresas e a colocação em Bolsa de três grandes companhias angolanas, nomeadamente Sonangol, Endiama e TAAG.
O IGAPE prevê também colocar em Bolsa, segundo o seu presidente do Conselho de Administração, Patrício Vilar, a TV Cabo, Sonangalp, Banco Angolano de Investimento (BAI) e banco Caixa Angola.
O responsável destaca que além do factor legislativo está também em causa o processo de reestruturação das empresas, para os casos das estatais Sonangol e da Endiama, “que ainda não encontraram a estratégia adequada para a reestruturação sectorial, mais do que a própria empresa”, afirma.
“Por exemplo, notou-se isso, quer nos petróleos quer no sector diamantífero, que desde que se autonomizou a actividade em agências, ainda estão a tentar reestruturar-se, encontrar o seu caminho, portanto, isso não é tão cedo, poderá demorar dois a três anos, porque há acções precedentes, inclusive do ponto de vista do sector energético. Eles têm que perceber qual vai ser o caminho, porque o mundo todo está numa reestruturação profunda”, referiu Patrício Vilar.
O responsável do IGAPE salientou que no caso da companhia aérea nacional, a TAAG, os motivos “são mais óbvios”, referindo-se à actual conjuntura económica mundial, afetada grandemente pela pandemia da covid-19.
Angola deu início, em 2019, ao Programa de Privatizações Integral e Parcial de Empresas Públicas (Propriv), com uma lista de 195 ativos, aos quais foram adicionados outros 16 e, mais tarde, retirados 71, totalizando 140 empresas.
O presidente do IGAPE explicou que, das 71 empresas removidas, cerca de 35 não foram de facto, mas simplesmente foram adiadas no processo de privatização.
Desde que teve início o processo de privatizações, foram realizadas 73 privatizações, correspondente a 52,1% do grau de execução do programa, maioritariamente no sector industrial (28), seguindo-se o da agroindústria (17), estando em curso 67 processos.
Das empresas privatizadas, 54 delas foram adjudicadas a empresas angolanas, 41 encontram-se operacionais e 32 em fase de arranque.
Em termos de execução financeira, o valor contratualizado totaliza cerca de 850,1 mil milhões de kwanzas, sendo o valor recebido 469,6 mil milhões de kwanzas e por receber 380,5 mil milhões de kwanzas.
Em 2021, ficaram concluídas as privatizações de 35 ativos/empresas, destacando-se o Banco de Comércio e Indústria (BCI) e 24 ativos via leilão eletrónico, com um total arrecadado de 444 mil milhões de kwanzas.





