O cimento produzido na Fábrica de Cimento do Kwanza Sul (FCKS) encontra-se temporariamente impedido de ser exportado para São Tomé e Príncipe e a República Democrática do Congo, mercados em que já chegava, por conta do cenário de crise provocado pela pandemia da Covid-19, disse em entrevista a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, João Silva, chefe de Departamento de Marketing da empresa.
O responsável defende a necessidade de se rever as taxas aduaneiras de modos a que o cimento da FCHS chegue ao mercado internacional com preços competitivos. “Infelizmente, o facto de parte dos nossos consumíveis vir de fora [do país], tem agravado o nosso custo de produção. Quanto a exportação, que é uma luta que temos travado até aqui, é necessário que tenhamos taxas aduaneiras baixas, que nos possa permitir chegar ao mercado internacional com preços competitivos”, disse.
Apesar deste entrave, João Silva garantiu à FORBES, no palco da 36ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA 2021, que tudo está a ser feito para que a exportação do cimento produzido em Angola volte a ser exportado nestes países e que chegue a outros mercados da região.
“Ao nível do nosso país não tivemos nenhuma interrupção nas vendas, mas registamos uma redução por conta das restrições impostas pela pandemia. Estamos também numa fase de negociações com Moçambique para que o nosso cimento chegue neste país e, claro, retomar as exportações que já eram feitas noutros países da região como São Tomé e Príncipe e a República Democrática do Congo”, referiu.
Criada em 2003 na província do Cuanza Sul, a FCKS tem uma capacidade instalada de produção diária de 4.200 toneladas de clínquer e 5.600 toneladas de cimento da marca Portland. Com cerca de 500 trabalhadores directos e 300 indirectos, a fábrica produz anualmente 1,3 milhões de toneladas de clínquer e 1,5 milhões de toneladas de cimento Portland.
João Silva indicou que os desafios para 2022 são vários, mas destaca o foco da empresa no aumento das vendas, retomar da exportação, entrada em novos mercados – entre os quais Moçambique – e continuar a investir na capacitação dos seus colaboradores.





