O crédito ao sector real da economia angolana cresceu 23,3% em Setembro de 2026, para 2,1 biliões de kwanzas, impulsionado sobretudo pela indústria transformadora, extractiva e pela agricultura.
O crescimento superou o do crédito bruto ao sector não-financeiro, que aumentou 12,2% em termos homólogos, para 9,5 biliões de kwanzas, segundo dados divulgados pelo Banco Nacional de Angola (BNA).
De acordo com a nota de informação estatística sobre o crédito, publicada no website do banco central, o sector privado concentrou 85,9% do crédito bruto ao sector não-financeiro, com um stock de 7,6 biliões de kwanzas, mais 809 mil milhões de kwanzas, ou 11,9%, face a Setembro de 2025.
O endividamento do sector público não-financeiro atingiu 1,4 biliões de kwanzas, dos quais 63% correspondiam à Administração Pública e 37% às empresas públicas. O montante representou um aumento de 257,5 mil milhões de kwanzas em relação ao período homólogo.
No sector privado, o endividamento de empresas e particulares ascendeu a cerca de 8,1 biliões de kwanzas em Setembro de 2026, contra 7,3 biliões no mesmo mês do ano anterior, uma expansão de 779,8 mil milhões de kwanzas.
A evolução do crédito ao sector real constitui um indicador relevante para acompanhar o financiamento da actividade produtiva e a diversificação económica. Contudo, o crescimento do volume de empréstimos, por si só, não permite avaliar o impacto sobre a produção, o emprego ou a substituição de importações, sendo igualmente importante conhecer a distribuição sectorial do financiamento e as condições de acesso ao crédito.
Os dados do BNA mostram uma expansão do financiamento à economia, com maior dinamismo nos sectores produtivos. O desafio passa por transformar esse crescimento em ganhos sustentáveis de capacidade produtiva e competitividade.





