Empresários moçambicanos pedem união com Governo na atracção de grandes volumes de investimentos

Os empresários e patrões moçambicanos pediram esta Terça-feira, 14, em Maputo, união com o Governo para mobilizar investimentos e aumentar a produtividade nacional, apelando a medidas para potencializar os recursos humanos e acelerar a industrialização. Ao intervir na abertura da 21.ª edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), o maior fórum moçambicano de diálogo…
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Álvaro Massingue afirmou que são necessários esforços conjuntos em torno do aumento da produtividade e competitividade do agronegócio, promovendo a mecanização, a irrigação, o acesso ao financiamento preferencial e a integração dos pequenos produtores nas cadeias de valor.
Economia

Os empresários e patrões moçambicanos pediram esta Terça-feira, 14, em Maputo, união com o Governo para mobilizar investimentos e aumentar a produtividade nacional, apelando a medidas para potencializar os recursos humanos e acelerar a industrialização.

Ao intervir na abertura da 21.ª edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), o maior fórum moçambicano de diálogo entre os sectores privado e público, o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, afirmou que são necessários esforços conjuntos “em torno do aumento da produtividade e competitividade do agronegócio, promovendo a mecanização, a irrigação, o acesso ao financiamento preferencial e a integração dos pequenos produtores nas cadeias de valor”.

“Em coordenação com o Estado, precisamos mobilizar elevados volumes de investimento, público e privado, no agronegócio, com foco na criação de uma forte classe de agricultores moçambicanos”, disse o líder do sector privado, na presença do Presidente moçambicano, Daniel Chapo.

Os empresários defenderam igualmente medidas para o Estado acelerar a industrialização, promovendo a transformação local dos recursos naturais, a substituição de importações e o aumento das exportações de produtos com maior valor acrescentado.

“Para isso, precisamos atrair ‘know-how’ e tecnologia para áreas estratégicas e, terceiro, consolidar Moçambique como uma plataforma logística e comercial regional, reduzindo custos, simplificando procedimentos através da digitalização e tornando os nossos portos e corredores logísticos mais eficientes”, disse Massingue.

O responsável apontou também como solução para impulsionar a economia o investimento no capital humano, na formação técnico-profissional, na pesquisa e desenvolvimento, na inovação e nas competências exigidas pela economia do futuro.

A CTA defende ainda a consolidação de um ambiente de negócios moderno, previsível, transparente e competitivo, onde investir seja simples, produzir seja rentável e cumprir a lei constitua um incentivo ao investimento.

“Para isso, precisamos de um diálogo franco, no qual as leis e os regulamentos sejam consensualizados com o setor privado antes da sua aprovação”, disse o presidente da CTA.

Já a representante da União Europeia em Moçambique, Paula Vazquez, diz a Lusa, defendeu uma gestão fiscal sólida, a sustentabilidade da dívida e uma disponibilidade adequada de divisas para preservar a estabilidade macroeconómica, considerando estas condições essenciais para o investimento e a expansão empresarial.

“Os esforços em curso para reforçar a gestão de finanças públicas e a estabilidade macroeconómica são apreciados e a sua continuação será por isso crítica”, disse Vazquez, aludindo aos esforços do Governo para criar um ambiente favorável ao investimento e apoiar o desenvolvimento do setor privado.

 

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