Lusófonos apelam libertação de Domingos Simões

O líder da oposição na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, foi colocado em prisão preventiva, por suspeitas de envolvimento no golpe militar de 2025. As suspeitas apontam indícios de que o líder do PAIGC terá disponibilizado 457 mil euros e a própria residência para a preparação do alegado golpe. Alguns países lusófonos já manifestaram profunda preocupação…
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O Governo de Cabo Verde, por exemplo, apela, com veemência, ao respeito pelos valores e princípios que inspiram a convivência pacífica e, sobretudo, pela dignidade da pessoa humana e pelo Estado de Direito.
Economia

O líder da oposição na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, foi colocado em prisão preventiva, por suspeitas de envolvimento no golpe militar de 2025. As suspeitas apontam indícios de que o líder do PAIGC terá disponibilizado 457 mil euros e a própria residência para a preparação do alegado golpe.

Alguns países lusófonos já manifestaram profunda preocupação com os recentes acontecimentos registados na República da Guiné-Bissau, nomeadamente a medida de coação decretada pelo Tribunal Militar Superior que resultou na detenção preventiva do líder da oposição, Domingos Simões Pereira.

O Governo de Cabo Verde, por exemplo, apela, com veemência, ao respeito pelos valores e princípios que inspiram a convivência pacífica e, sobretudo, pela dignidade da pessoa humana e pelo Estado de Direito.

Assim, Cabo Verde apela à sua libertação célere e ao restabelecimento pleno das suas garantias constitucionais, e reafirma ainda a sua disponibilidade para contribuir, em concertação com os parceiros da CPLP e da CEDEAO, para uma solução pacífica, inclusiva e duradoura que salvaguarde os direitos fundamentais do povo guineense.

Reafirmando o seu firme compromisso com a promoção e a defesa dos Direitos Humanos e, na qualidade de país irmão, o Governo de Cabo Verde manifesta a sua inteira disponibilidade para facilitar o diálogo, a nível interno, sub-regional e junto da Comunidade Internacional, na busca de soluções pacíficas, inclusivas e duradouras para a atual situação na Guiné-Bissau.

Já o Partido Socialista de Portugal recordou os “profundos laços históricos de amizade e cooperação que unem Portugal e a Guiné-Bissau” e explicou que esses factos “justificam que o Partido Socialista acompanhe com particular atenção a evolução da situação naquele país”.

“Fá-lo no mais escrupuloso respeito pela soberania da Guiné-Bissau e pela autonomia das suas instituições, mas também tendo presente os princípios do Estado de direito democrático, da legalidade e da proteção dos direitos fundamentais, valores que orientam as relações entre ambos os países. Neste contexto, o Partido Socialista apela a que sejam plenamente respeitados todos direitos, a dignidade e a integridade física de Domingos Simões Pereira, em conformidade com a Constituição da Guiné-Bissau e com as obrigações internacionais assumidas pelo Estado guineense”, refere.

O PS acrescentou ainda que se impõe que “sejam desenvolvidos todos os esforços para preservar a paz, a democracia e o regular funcionamento das instituições democráticas”.

“Apelamos ainda à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para que haja com a máxima urgência, monitorize de perto esta crise e exerça a pressão diplomática necessária para assegurar a normalidade democrática na Guiné-Bissau”, refere-se no comunicado.

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