Os estudantes da província da Huíla desenvolveram uma bengala inteligente assistiva, denominada BIA, dispositivo de tecnologia assistiva equipado com Inteligência Artificial e sensores que auxilia pessoas cegas ou com baixa visão a se locomoverem de forma mais autónoma e segura, emitindo alertas sonoros ou vibratórios ao detectar obstáculos.
Kelson Lopes, um dos criadores do acessório, explicou à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA que a solução foi desenvolvida para aumentar a segurança, autonomia e inclusão das pessoas com deficiência visual, representando mais um exemplo da capacidade inovadora da juventude angolana.
O projecto criado pelos jovens Angelino Kapangue, António Chimuco, Kelson Lopes e Misael Lutembo, demonstra que os jovens angolanos continuam a desenvolver tecnologias capazes de responder a desafios reais da sociedade.
“A BIA transforma uma bengala tradicional num dispositivo inteligente, equipado com inteligência artificial, sensores de detecção de obstáculos, comunicação por voz em português e sistema de envio automático de SMS com localização GPS em situações de emergências”, realça.
Segundo Kelson Lopes, o projecto é uma solução de IA e é usada sem precisar de internet ou telefone.
“A BIA utiliza sensores ultrassónicos ou de radar milimétrico para identificar objectos, buracos ou obstáculos acima da linha da cintura e em ambientes internos, conta com GPS integrado e mapeamento de cidades para orientar o usuário e informar sobre pontos de interesse, como hospitais, semáforos e paradas de transporte e possui comunicação via rádio ou Wi-Fi”, disse Kelson.
Este projecto académico apresentado no ANGOTIC, ressaltou, transforma uma bengala comum em um sistema inteligente de navegação com IA, salientado que a mesma actua como uma extensão do corpo, promove orientação, mobilidade, segurança e autonomia para pessoas com deficiência visual ou dificuldades de locomoção.





