Governo angolano garante estar a construir uma economia mais diversificada e sustentável

O ministro de Estado Para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, afirmou esta Quinta-feira, 28, que Angola está a construir uma economia mais diversificada, inclusiva, sustentável e integrada, justificando que os dados mais recentes sobre a evolução do Produto Interno Bruto do país demonstram que o sector da agropecuária e silvicultura representam perto de…
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Ao discursar na 2.ª Conferência Internacional Sobre Energia e Águas que decorre em Luanda, O ministro de Estado para Coordenação Económica afirmou que nos dois últimos anos a economia nacional cresceu a ritmo assinalável, tendo reconquistado em 2025 a posição de 6ª maior economia africana.
Economia

O ministro de Estado Para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, afirmou esta Quinta-feira, 28, que Angola está a construir uma economia mais diversificada, inclusiva, sustentável e integrada, justificando que os dados mais recentes sobre a evolução do Produto Interno Bruto do país demonstram que o sector da agropecuária e silvicultura representam perto de 25% da actividade económica nacional, seguido do sector do comércio, com 19,27%.

Ao discursar na 2.ª Conferência Internacional Sobre Energia e Águas, que decorre em Luanda, o governante disse que nos dois últimos anos a economia nacional cresceu a ritmo assinalável, tendo reconquistado em 2025 o posicionamento como a 6ª maior economia africana, a 3ª a sul do Sahara.

“O compromisso com o desenvolvimento económico e social integrado mantém-se, tal como dita o nosso Plano de Desenvolvimento Nacional em que o sector de energia e águas assume responsabilidades acrescidas”, sublinhou José.

Por outro lado, Massano reafirmou que Angola passou de um sistema marcado por défices e frequentes interrupções no fornecimento de energia eléctrica para uma realidade caracterizada pela expansão e modernização das infra-estruturas de geração, transmissão e distribuição de energia.

“A produção quase quadruplicou, passando de 1 772 MW, em 2012, para 6 400 MW, em 2025 e as linhas de transporte de muito alta tensão são já de 5 950 quilómetros, além da alargada rede de distribuição existente”, ressaltou.

De acordo com o governante, esta transformação é igualmente visível na matriz eléctrica nacional, pois em 2012, o sistema era predominantemente termoeléctrico, mas actualmente, cerca de 70% da energia consumida em Angola é proveniente de fontes renováveis, com a componente hídrica a representar mais do que 60%, contribuindo assim para a redução progressiva dos custos operacionais e concorrendo para a protecção ambiental.

Referiu, por outro lado, que no sector das águas o desenvolvimento não é menos expressivo. Encontrando-se em execução projectos destinados a reforçar a produção de água potável e a expandir o acesso. “Nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo, por exemplo, os projectos Bita e Quilonga Grande que, em conjunto, terão capacidade para produzir mais de 777 mil metros cúbicos de água por dia, beneficiarão cerca de 7,5 milhões de consumidores”, disse.

Massano enfatizou ainda que o programa de combate aos efeitos da seca no Sul de Angola está igualmente a reforçar o acesso à água e a aumentar a resiliência das comunidades das províncias do Cunene, Namibe e Huíla, com impacto directo na agricultura familiar, na criação de gado e consequente melhoria das condições de vida das populações.

Na província do Namibe, segundo disse, decorre a recuperação de 43 barragens, suportadas financeiramente pela primeira emissão no país de green bonds, emitidos pelo Governo angolano. “Ainda no Namibe, iniciamos a execução das barragens de Bentiaba e Bero e em fase preparatória os projectos de construção das barragens de Carumjamba, Giraúl e Inamangando. No Cunene estamos a concluir a construção das barragens do Calucuve, Ndue e Cova do Leão, depois de se ter investido e colocado em funcionamento o canal do Cafu, fazendo a água chegar a populações anteriormente muito afectadas pelas alterações climáticas”, sublinhou o governante.

Segundo José Massano, a localização geográfica de Angola e o seu enorme potencial hidroeléctrico e solar colocam o país numa posição privilegiada para assumir um papel relevante na arquitectura energética africana. Para o ministro de Estado, projectos estruturantes, como as barragens de Caculo Cabaça e de Baynes, esta última em parceria com a República da Namíbia, irão reforçar a capacidade nacional e impulsionar a interligação energética continental.

Com o crescimento da capacidade instalada e surgimento de excedentes de produção eléctrica, avançou, Angola pretende reforçar as redes de transporte e de distribuição com parceiros privados, para que mais rapidamente se possa permitir o acesso a todos, particularmente nas zonas rurais, assim como assegurar a exportação de energia para a região central e austral do continente.

Por isso, argumentou Massano, foram implementadas reformas legislativas importantes, estimulando a participação de capitais privados em toda a cadeia de geração, transmissão e distribuição de energia eléctrica. “Reiteramos que contamos com os investidores privados nacionais e estrangeiros interessados em aproveitar o potencial oferecido pela integração regional e pelo ritmo de crescimento da economia angolana”, salientou.

Assegurou que em Angola a expansão do acesso à energia eléctrica e o reforço da segurança hídrica têm vindo a criar condições mais favoráveis para o crescimento da agropecuária, da indústria transformadora, da mineração, do turismo, das telecomunicações e da logística.

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