Angola vai contar este ano com uma fábrica de mosquiteiros para o combate à malária, iniciativa que visa reforçar a soberania sanitária do país e reduzir a dependência externa, anunciou a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.
Ao discursar em Genebra, durante o Encontro Ministerial sobre a Malária, realizado à margem da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), Sílvia Lutucuta afirmou que vão iniciar ainda este ano o processo de fabrico de mosquiteiros em Angola.
A governante garantiu, na sua intervenção, que a iniciativa permitirá reforçar a soberania sanitária de Angola, reduzir a dependência externa e criar oportunidades para a indústria têxtil nacional.
A iniciativa é apoiada pelo África CDC (Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana).
Segundo a ministra, citada numa nota do gabinete de Comunicação Institucional do Ministério da Saúde, o Governo angolano está a trabalhar com o apoio desse organismo na transferência de tecnologia para produção local de redes mosquiteiras de nova geração com dupla acção inseticida.
“Zero malária começa comigo. Zero malária começa com todos nós”, declarou Sílvia Lutucuta, defendendo uma “mobilização continental urgente” para se evitar retrocessos no combate à doença.
Durante a reunião ministerial, a ministra angolana considerou também que África enfrenta uma “verdadeira tempestade perfeita” de ameaças no combate à malária, agravadas pela redução do financiamento internacional, alterações climáticas, resistência aos medicamentos e fragilidade dos sistemas de saúde.
Nesta reunião, os parceiros internacionais alertaram que África “continua a representar cerca de 95% dos casos e mortes por malária no mundo, apesar dos progressos registados nas últimas duas décadas”, salienta-se na nota.
A reunião, diz a Lusa, decorreu subordinada ao tema “Delivering Africa´s Big Push Against Malaria”, e congregou ministros africanos, representantes da União Africana, OMS, Banco Mundial e da Agência Africana de Medicamentos).





