Os ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) decidiram instituir um prémio literário e insistir na criação de um plano de leitura da organização, segundo a declaração final do encontro divulgada à imprensa.
A decisão foi tomada durante a XIV reunião com o tema da “Salvaguarda da Herança Cultural, na Promoção da Identidade e Cidadania na CPLP”, que decorreu em Díli, Timor-Leste.
O “Prémio Literário da CPLP: A arte de escrever em língua portuguesa, novas vozes” é direccionado a “escritores emergentes, com o objectivo de incentivar, reconhecer e divulgar novos talentos literários, promovendo a diversidade cultural e fortalecimento do espaço literário” da organização, pode ler-se na declaração final.
Os ministros também renovaram o interesse na criação de um Plano Indicativo de Leitura da CPLP para promover o livro, a leitura e o acesso à informação.
Na declaração propõe-se um encontro de trabalho entre os setores da educação e cultura e o Instituto Internacional de Língua Portuguesa para que serem definidas as linhas de ação para elaboração do plano, que também visa fortalecer a cooperação cultural, a circulação de obras e a valorização das literaturas dos Estados-membros.
Os ministros reafirmaram também a importância de preservar a “memória histórica” e da “cooperação cultural no conhecimento crítico da escravatura, do tráfico de pessoas escravizadas e das suas consequências históricas, no respeito pelas competências próprias dos órgãos da CPLP e pelas posições nacionais assumidas nos fóruns multilaterais competentes”.
Os ministros da Cultura da CPLP decidiram também apoiar a inscrição das candidaturas de Angola, com a dança ‘semba’, e de Moçambique, com a dança ‘xibugo’, na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Outra decisão da reunião, diz a Lusa, foi mandatar a Comissão do Património Cultural da CPLP para realizar um inventário do património material e imaterial dos países de língua portuguesa e criar uma base de dados digital e os pontos focais para estabelecerem uma Rede de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais.





