Ministro do Planeamento lidera delegação angolana nas reuniões anuais do BAD em Brazzaville

A necessidade de mobilizar financiamento em larga escala para sustentar o crescimento económico e reforçar a resiliência das economias africanas domina a agenda da 61.ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e da 52.ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD), queiniciam nessta Segunda-feira,…
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Angola participa, esta semana, nas reuniões anuais do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). A mobilização de capital para o desenvolvimento sustentável de África domina os debates dos encontros, que decorrem na República do Congo, com forte participação angolana.
Economia

A necessidade de mobilizar financiamento em larga escala para sustentar o crescimento económico e reforçar a resiliência das economias africanas domina a agenda da 61.ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e da 52.ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD), queiniciam nessta Segunda-feira, 25, e decorrem até 29 de Maio, em Brazzaville, República do Congo, com participação de Angola ao mais alto nível governativo.

A delegação angolana é liderada pelo Ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, integrando igualmente o Secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel Lobo Carvalho dos Santos, o Secretário de Estado para a Aviação Civil, Marítima e Portos, Adilson Gabriel Alves Catala, além de quadros seniores e especialistas dos Ministérios do Planeamento, Finanças, Transportes, Agricultura e Florestas.

As reuniões anuais do Grupo BAD constituem o mais importante fórum de governação da instituição financeira continental, reunindo ministros, governadores, representantes de bancos centrais e parceiros multilaterais dos 81 Estados-membros, numa altura em que África enfrenta crescentes desafios ligados ao financiamento do desenvolvimento, à dívida pública, às alterações climáticas e à desaceleração económica global.

Sob o lema “Mobilizar o Financiamento em Grande Escala para o Desenvolvimento de África num Mundo Fragmentado”, a edição deste ano coloca no centro do debate a urgência de encontrar novos mecanismos de financiamento capazes de responder às necessidades estruturais do continente, sobretudo em infra-estruturas, industrialização, agricultura, integração regional e transição energética.

O encontro surge igualmente num contexto internacional marcado pela fragmentação geopolítica, pelo endurecimento das condições de financiamento internacional e pela crescente pressão sobre as economias africanas, factores que têm levado instituições multilaterais e governos africanos a defender reformas mais profundas na arquitectura financeira global.

Além das sessões plenárias, a agenda contempla reuniões bilaterais e encontros de alto nível entre Estados-membros e parceiros internacionais, com enfoque no reforço da cooperação financeira e institucional em sectores considerados estratégicos para o crescimento económico sustentável de África.

A participação angolana acontece numa fase em que o Executivo procura consolidar programas de diversificação económica, atrair investimento externo e reforçar a cooperação com instituições financeiras multilaterais, num esforço orientado para acelerar projectos estruturantes e ampliar o acesso ao financiamento para sectores prioritários da economia nacional.

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