Petrolíferas africanas prometem parte do lucro para energias renováveis

Uma “boa parte” do lucro proveniente da exploração de petróleo e gás das empresas-membros da Organização dos Países Africanos Produtores de Petróleo (APPO) deverá ser canalizada para o desenvolvimento de projectos de energias renováveis, afirmou o Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Martins. O `Homem forte´ da petrolífera estatal angolana, que falava a…
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Compromisso foi assumido durante a terceira reunião das Companhias Nacionais Africanas da Organização dos Países Africanos Produtores de Petróleo, que decorreu em Luanda
Economia

Uma “boa parte” do lucro proveniente da exploração de petróleo e gás das empresas-membros da Organização dos Países Africanos Produtores de Petróleo (APPO) deverá ser canalizada para o desenvolvimento de projectos de energias renováveis, afirmou o Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Martins.

O `Homem forte´ da petrolífera estatal angolana, que falava a imprensa nesta Segunda-feira, 10, no final da terceira Reunião das Companhias Nacionais Africanas da APPO, disse que um dos maiores desafios e uma das principais tarefas das empresas-membros da organização é garantir que o petróleo, “riqueza que a natureza pôs nestes países”, seja utilizada para potenciar as energias alternativas.

“Tudo o que for receita gerada a partir do óleo e gás deve ser dedicada uma boa parte também para nos posicionarmos, no futuro, com o desenvolvimento de energias renováveis, e já estamos a fazê-lo. Estamos com projectos bem específicos da energia solar, de hidrogénio, das biorefinarias e de biodiesel”, referiu Sebastião Martins.

O PCA da Sonangol chamou ainda a atenção para a responsabilidade ambiental que as empresas petrolíferas devem ter, procurando fazer com que tudo que seja uma actividade que ponha em causa a humanidade, em termos ambientais, seja equilibrado com outras acções ou iniciativas que o minimizem.

Outro assunto, dos vários abordados ao longo do encontro que reuniu os PCA e os CEO de empresas nacionais petrolíferas africanas e que foi muito discutido, é o financiamento para o suporte das operações das actividades das empresas que integram a APPO.

Sobre o tema, Sebastião Martins adiantou que as fontes vão ser definidas, fundamentalmente a partir daquilo que são os acordos que estão a ser estabelecidos com o Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank), enquanto a outra parte será financiada através dos próprios membros da APPO.

“Ao nível do Afreximbank, ele próprio já põe à disposição uma carteira que está na ordem de um bilião de dólares e nós também teremos que equacionar outro tipo de fontes para reforçar aquilo que pode avançar”, garantiu o responsável, adiantando que o acordo é que a iniciativa de constituição do futuro Banco Africano de Energia não deveria ser encontrada em termos de solução, até antes do segundo trimestre de 2023. “Ainda há um caminho a fazer, mas já existe esta possibilidade”, disse.

 A tecnologia, a criação de mercados de petróleo bruto e de refinados, o conteúdo local e a comunicação entre as petrolíferas nacionais foram outros temas abordados na 3ª Reunião das Companhias Nacionais Africanas da Organização dos Países Africanos Produtores de Petróleo, cuja presidência foi assumida por Angola. A próxima reunião da cúpula está agendada para o mês de Abril do próximo ano, na Argélia.

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