PR defende reforço do investimento privado para acelerar o desenvolvimento económico

O Presidente moçambicano, Daniel Francisco Chapo, apontou nesta Segunda-feira, em Marracuene, a diversificação da economia moçambicana e o reforço do investimento privado como factores essenciais para acelerar o desenvolvimento económico e social do país, reduzir a dependência da indústria extractiva e criar mais emprego e melhores condições de vida para a população. Em balanço da…
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Daniel Chapo admite que a economia nacional continua fortemente concentrada na indústria extractiva e nas receitas provenientes do gás, carvão, grafite, areias pesadas, rubi e outros recursos minerais.
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O Presidente moçambicano, Daniel Francisco Chapo, apontou nesta Segunda-feira, em Marracuene, a diversificação da economia moçambicana e o reforço do investimento privado como factores essenciais para acelerar o desenvolvimento económico e social do país, reduzir a dependência da indústria extractiva e criar mais emprego e melhores condições de vida para a população.

Em balanço da sua visita inaugural à 61ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2026), que decorre em Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo, o Chefe do Estado manifestou satisfação com a dimensão e a dinâmica da maior feira económica, comercial e industrial do país, considerando que o evento demonstra que Moçambique está a avançar na direcção do desenvolvimento económico.

“E, por aquilo que nós vimos, desde manhã, não há dúvidas que, como Moçambique, estamos num bom caminho”, afirmou, reiterando que o objectivo do Governo é promover o desenvolvimento económico e social, o que, segundo explicou, exige o envolvimento de todos os moçambicanos nos diferentes sectores de actividade.

O Presidente Chapo reconheceu, entretanto, que a economia nacional continua fortemente concentrada na indústria extractiva e nas receitas provenientes do gás, carvão, grafite, areias pesadas, rubi e outros recursos minerais e hidrocarbonetos, defendendo que os ganhos provenientes destes sectores devem contribuir para o desenvolvimento de outras áreas da economia.

“Mas o nosso objectivo, como Governo, é diversificar a nossa economia, pegar nessas receitas e investir na agricultura, no turismo, nas infra-estruturas, na digitalização, no transporte, logística, e investir, sobretudo, em áreas que possam gerar renda e emprego para a nossa juventude”, declarou.

O estadista moçambicano destacou, em particular, o potencial da agricultura, do turismo e das infra-estruturas na geração de emprego e melhoria das condições de vida da população, sublinhando que a diversificação económica deve permitir ao país ampliar as oportunidades para diferentes segmentos da sociedade.

Ademais, atribuiu igualmente à FACIM o papel de plataforma para a promoção de negócios e de parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras, defendendo que a edição deste ano deve resultar em acordos concretos, incluindo Joint Ventures, capazes de gerar novas empresas, empregos, salários e receitas fiscais para o Estado.

Segundo o Chefe do Estado, o aumento das receitas públicas permitirá ao Governo reforçar o investimento em sectores sociais e infra-estruturas, incluindo educação, saúde, energia eléctrica, água, estradas e agricultura, com vista a responder às necessidades da população e aumentar a capacidade produtiva do país.

O Presidente da República reiterou, por outro lado, que cabe ao Estado criar condições para o funcionamento do sector privado, através da legislação, regulação e remoção dos obstáculos que prejudicam o ambiente de negócios, considerando que os empresários devem assumir um papel central na dinamização da economia.

“Quem vai dinamizar realmente a economia moçambicana é o sector privado”, afirmou, felicitando os empresários e assegurando que continuarão a contar com o apoio do Governo.

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