O sector financeiro em Cabo Verde registou desenvolvimento em 2021, tendo o valor acrescentado bruto crescido 7,6% em volume, contra os 1,7% de 2020, possibilitando um maior contributo para o crescimento da produção nacional no ano passado, que foi de 0,4 pontos percentuais (pp), superior aos 0,1 pp de 2020.
De acordo com os dados que constam do “Relatório do Estado da Economia 2021”, publicado na Quarta-feira, 17, pelo Banco de Cabo Verde (BCV), consultado pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, a evolução foi determinada, sobretudo, pela banca, tendo em conta o seu peso maioritário no activo do sector financeiro, que representa cerca de 97%.
“O produto bancário cresceu 9,7% em 2021, o que compara com 0% em 2020”, adianta a entidade reguladora do sector financeiro do arquipélago, destacando ainda o crescimento de 6,1% do crédito, bem como dos depósitos, de 2%, o que corresponde a 0,8 pp acima do registado em 2020.
“Com efeito, em 2021, os indicadores de solidez do sector bancário permaneceram em patamares confortáveis. O rácio de solvabilidade passou de 19,4% para 21,4%, mantendo-se muito acima do mínimo regulamentar de 10%”, lê-se no documento que analisa o estado da economia de Cabo Verde em 2021.
Dentre outros factores que contribuíram para o crescimento do sector financeiro do arquipélago em 2021, está também, segundo o BCV, o aumento na dinâmica de financiamento à economia registada no mercado de capitais.





