O porta-voz dos sindicatos dos trabalhadores da função pública, Adriano Manuela, disse em exclusivo a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, que faz avaliação “positiva” da segunda-fase da greve geral dos funcionários públicos.
A perspectiva de que a segunda fase foi positiva advem do facto de “a adesão da segunda fase da greve geral dos funcionários públicos ter rondado os 90%”, disse, tendo referido igualmente que só os médicos não aderiram em força.
“A maior parte dos médicos está em fase de formação. A fazer especialidade. Foram ameaçados no sentido de que se aderissem à greve, seriam expulsos das respectivas formações, o que levou a que a adesão na classe se posicionasse nos 40%”, disse Adriano Manuel.
Questionado sobre o facto de a possibilidade de aumento vir a demover a participação na próxima fase da greve que deve acontecer em Junho do ano em curso, o porta-voz dos sindicatos dos funcionários públicos disse perentoriamente que “não”, já que “a greve não trata apenas no salário”, disse, tendo acrescentado que está em causa participação dos trabalhadores no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), como administradores não executivos.
“O que o Executivo aceitou, está registado na acta das últimas reuniões”, disse, tendo dito também que “depois o Executivo deu o dito por não dito, já só nos querem colocar no Conselho Fiscal”.
Aquele responsável disse ainda que está em causa também o pagamento adicional para quem trabalha em zonas recônditas. Um assunto que segundo o interlocutor, já foram dados passos positivos.
“A nossa luta vai além do salário, queremos melhores condições sociais. E sentimos que há maior consciência por parte dos trabalhadores, que preferiram mesmo perder salário em nome do bem de todos. Veja que alguns funcionários do privado também aderiram”, apontou Adriano Manuel
Mas há da parte dos sindicatos um sinal de alerta, já que o “Governo furtou-se às negociações desde o fim do mês passado, última vez que sentamos”, apontou Adriano Manuel, que disse também a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA que por agora se aguarda o relatório das demais províncias para que se possa fazer um alinhamento e melhorar eventuais falhas no próximo momento.





