TAAG inicia comercialização da rota Luanda–Praia para voos a partir de 12 de Dezembro

A TAAG – Linhas Aéreas de Angola deverá iniciar, em Dezembro de 2026, a operação da rota aérea Luanda–Praia, em Cabo Verde, com o processo de comercialização previsto para arrancar a 12 de Dezembro, anunciou esta Segunda-feira, 26, na Ilha do Sal, Cabo Verde, o ministro dos Transportes de Angola, Ricardo de Abreu, durante a…
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Ministro dos Transportes de Angola, Ricardo de Abreu, recorda que a TAAG já assegura ligações entre Luanda e outros destinos lusófonos, incluindo Maputo e São Tomé, além das rotas para Portugal e Brasil.
Economia

A TAAG – Linhas Aéreas de Angola deverá iniciar, em Dezembro de 2026, a operação da rota aérea Luanda–Praia, em Cabo Verde, com o processo de comercialização previsto para arrancar a 12 de Dezembro, anunciou esta Segunda-feira, 26, na Ilha do Sal, Cabo Verde, o ministro dos Transportes de Angola, Ricardo de Abreu, durante a sua intervenção no Fórum de Investimento da África Lusófona.

O governante destacou a nova ligação como parte dos esforços de Angola para reforçar a conectividade aérea no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), defendendo a criação de mecanismos que permitam aos países partilhar os custos de implementação e manutenção de rotas consideradas estratégicas.

Segundo Ricardo de Abreu, a TAAG já assegura ligações entre Luanda e outros destinos lusófonos, incluindo Maputo e São Tomé, além das rotas para Portugal e Brasil. Com a ligação à capital cabo-verdiana, Angola pretende alargar a rede de conexões entre os países de língua portuguesa e facilitar a circulação de pessoas, bens e oportunidades de negócios.

“Estamos a fazer a nossa parte e gostaríamos que houvesse um mecanismo que permitisse partilhar o custo de experimentarmos rotas”, afirmou o ministro, sublinhando que a expansão da conectividade aérea exige compromissos conjuntos e soluções que assegurem a sustentabilidade económica das operações.

Cooperação para financiar infra-estruturas

Para Ricardo de Abreu, o desenvolvimento das infra-estruturas de transporte em África depende de uma maior articulação entre governos, empresas públicas, operadores privados e parceiros internacionais.

O ministro alertou para a tendência de alguns países encararem os corredores logísticos africanos como concorrentes, quando, na sua perspectiva, a prioridade deve ser maximizar a utilização das infra-estruturas existentes e promover a complementaridade entre os diferentes eixos de transporte.

Como exemplo, referiu a proximidade geográfica entre importantes portos europeus, como Roterdão, Antuérpia, Hamburgo e Amesterdão, para defender que os corredores africanos devem ser desenvolvidos numa lógica de integração regional, em vez de competição isolada.

O governante recordou ainda a dimensão dos corredores logísticos africanos, incluindo o Corredor do Lobito, que envolve Angola e a República Democrática do Congo, para demonstrar a necessidade de mobilizar investimentos de grande escala e estabelecer modelos de cooperação capazes de garantir a viabilidade dos projectos.

Banco Mundial e parceiros internacionais

O ministro considerou que a atracção de investimento privado depende da capacidade de estruturar projectos financeiramente viáveis e bancáveis, condição necessária para mobilizar recursos de instituições financeiras internacionais e de investidores privados.

Neste contexto, defendeu a criação de uma plataforma de diálogo, investimento e promoção de iniciativas conjuntas, inspirada em modelos de governação desenvolvidos com o apoio do Grupo Banco Mundial e de outros parceiros internacionais.

A proposta visa transformar as intenções de cooperação em projectos concretos, com mecanismos de financiamento, partilha de custos e coordenação entre os países participantes.

Ricardo de Abreu sustentou que a estabilidade política, social, macroeconómica e financeira constitui uma condição fundamental para acelerar o crescimento económico, criar emprego e impulsionar o desenvolvimento do continente africano.

O governante apelou, por isso, a uma maior integração entre os países lusófonos, tanto no transporte aéreo como nos sectores portuário e ferroviário, defendendo que a cooperação deve produzir resultados concretos para as economias nacionais.

 

 

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