TotalEnergies pode retomar exploração de gás na Guiné Equatorial

A Guiné Equatorial está a negociar com a TotalEnergies, ConocoPhillips e QatarEnergy novos projectos de exploração e desenvolvimento de gás, numa estratégia destinada a revitalizar a actividade das empresas no país, descobrir novas reservas e reforçar a produção nacional. As negociações abrangem cinco novos blocos, dois localizados no sul do país e outros três cuja…
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O vice-presidente, Nguema Obiang Mangue reuniu em Nova Iorque, esta Segunda-feira, 28, com representantes do consórcio formado pela TotalEnergies, ConocoPhillips e QatarEnergy, focada na análise de novos projectos de exploração e desenvolvimento de gás no país.
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A Guiné Equatorial está a negociar com a TotalEnergies, ConocoPhillips e QatarEnergy novos projectos de exploração e desenvolvimento de gás, numa estratégia destinada a revitalizar a actividade das empresas no país, descobrir novas reservas e reforçar a produção nacional.

As negociações abrangem cinco novos blocos, dois localizados no sul do país e outros três cuja exploração deverá avançar através de licenças. O objectivo é avaliar o potencial dessas áreas e determinar a viabilidade de futuros projectos de desenvolvimento.

O processo ganhou impulso numa reunião realizada esta segunda-feira, 28, em Nova Iorque, entre o vice-presidente da Guiné Equatorial, Nguema Obiang Mangue, e representantes do consórcio formado pelas três empresas internacionais. O encontro decorreu na missão permanente do país junto das Nações Unidas e contou com responsáveis dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e dos Hidrocarbonetos, representantes diplomáticos e dirigentes da GEPetrol e da SONAGAS.

Segundo uma nota do Governo, as partes analisaram ainda uma iniciativa de maior dimensão que está a ser estudada pelo consórcio em parceria com outras grandes empresas norte-americanas. Caso avance, o projecto poderá tornar-se um dos maiores desenvolvimentos de gás realizados na Guiné Equatorial e criar uma nova fonte de recursos para a indústria energética nos próximos anos.

Outro ponto relevante das negociações é o interesse manifestado pela TotalEnergies em retomar as actividades de exploração no país. A eventual reentrada da petrolífera francesa poderá reforçar a presença de capital e tecnologia internacionais num sector que procura novas reservas para compensar o declínio natural de activos maduros.

Para o Governo, a combinação da experiência técnica das três empresas poderá facilitar a mobilização de investimento, tecnologia e conhecimento especializado, além de criar oportunidades para empresas e trabalhadores locais.

Nguema Obiang Mangue transmitiu aos representantes das companhias a intenção do Executivo de dar novo impulso à exploração e acelerar projectos considerados economicamente viáveis. A estratégia passa por aproveitar os recursos ainda disponíveis, ampliar a actividade no sector e atrair novos operadores para a indústria energética.

A aposta reflecte a necessidade de a Guiné Equatorial renovar a sua base de reservas e assegurar maior sustentabilidade à produção de hidrocarbonetos, num mercado em que a capacidade de transformar recursos existentes em novos projectos de desenvolvimento será determinante para manter o peso do sector na economia nacional.

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