União Europeia investiu mais de 700 milhões de euros na Guiné-Bissau em 50 anos

O embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Federico Bianchi, revelou esta Terça-feira, 12, que o bloco europeu já investiu mais de 700 milhões de euros em programas de desenvolvimento no país, ao longo de 50 anos de relações diplomáticas entre as duas partes. O diplomata falava à margem da abertura de um seminário em Bissau,…
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Agricultura, pescas, infraestruturas e educação continuam no centro da cooperação entre a União Europeia e a Guiné-Bissau, numa parceria considerada estratégica para a economia local. Bloco europeu quer aprofundar o apoio à transformação sustentável da economia guineense.
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O embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Federico Bianchi, revelou esta Terça-feira, 12, que o bloco europeu já investiu mais de 700 milhões de euros em programas de desenvolvimento no país, ao longo de 50 anos de relações diplomáticas entre as duas partes.

O diplomata falava à margem da abertura de um seminário em Bissau, dedicado à avaliação dos resultados das cadeias de valor do caju, manga, arroz e pesca, sectores considerados estratégicos para a economia guineense e que têm beneficiado de financiamento europeu.

Citado pela Lusa, Federico Bianchi sublinhou que os apoios europeus foram canalizados sobretudo para áreas como infra-estruturas, educação, saúde e agricultura, sectores considerados fundamentais para a estabilidade económica e social da Guiné-Bissau.

Além do impacto estrutural, a União Europeia pretende reforçar actividades económicas com capacidade de gerar rendimento directo para a população. O diplomata destacou que os sectores do caju, manga, arroz e pesca envolvem uma parte significativa dos guineenses e desempenham um papel determinante na segurança alimentar, emprego e exportações.

No caso das pescas, Bianchi salientou que a parceria entre Bruxelas e Bissau representa actualmente o terceiro acordo mais importante da União Europeia no mundo neste domínio. O acordo em vigor prevê a entrada de cerca de 100 milhões de euros nos cofres do Estado guineense ao longo de cinco anos, como compensação pela actividade pesqueira de embarcações europeias nas águas do país.

A dimensão do acordo reforça o peso estratégico da Guiné-Bissau no Atlântico africano, particularmente num contexto em que os recursos marítimos ganham importância crescente para a segurança alimentar global e para as economias exportadoras da África Ocidental.

O representante europeu garantiu ainda que a União Europeia continuará a acompanhar o processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau, defendendo uma cooperação focada na sustentabilidade económica e institucional.

O seminário, que decorre até esta Quarta-feira, numa unidade hoteleira de Bissau, reúne representantes do Governo, organismos internacionais, universidades, centros de investigação, organizações da sociedade civil, produtores e parceiros técnicos e financeiros.

Para Federico Bianchi, o encontro pretende igualmente “garantir a sustentabilidade” dos projectos financiados pela União Europeia, no âmbito do compromisso europeu com a transformação sustentável da economia guineense e com o fortalecimento do sector privado local.

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