Webcor e InVivo apostam na formação técnica e planeia criar escola de panificação em Angola

A Grandes Moagens de Angola (GMA), maior empresa de moagem de trigo do país e integrante do Grupo Webcor, assinou, recentemente, um Memorando de Entendimento com a Soufflet Négoce by InVivo (SNBI), uma das principais empresas europeias de comercialização de cereais, para desenvolver e implementar a primeira Escola Profissional de Panificação de Angola. A iniciativa…
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A Grandes Moagens de Angola e a Soufflet Négoce by InVivo assinaram um acordo para desenvolver a primeira Escola Profissional de Panificação do país, projecto que visa reforçar competências técnicas do sector e melhorar a qualidade do pão, cujo custo ainda está por se determinar.
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A Grandes Moagens de Angola (GMA), maior empresa de moagem de trigo do país e integrante do Grupo Webcor, assinou, recentemente, um Memorando de Entendimento com a Soufflet Négoce by InVivo (SNBI), uma das principais empresas europeias de comercialização de cereais, para desenvolver e implementar a primeira Escola Profissional de Panificação de Angola.

A iniciativa pretende reforçar a cadeia de valor da panificação nacional através da formação técnica de profissionais, da transferência de conhecimento especializado e da promoção de padrões mais elevados de qualidade num sector que desempenha um papel relevante na alimentação das famílias angolanas.

O projecto surge na sequência de um estudo realizado em Novembro de 2025 nas cidades de Luanda, Lobito, Benguela e Catumbela, que permitiu identificar necessidades de qualificação profissional e oportunidades de desenvolvimento para a indústria da panificação. A futura escola terá como missão formar, capacitar e valorizar padeiros em todo o território nacional, contribuindo para melhorar a qualidade do pão disponibilizado aos consumidores.

A parceria resulta igualmente de uma colaboração de longa data entre a GMA e a SNBI nas áreas de fornecimento de cereais, assistência técnica e desenvolvimento de produtos, criando condições para a implementação de um modelo de formação alinhado com as exigências actuais do mercado.

“O nosso objectivo final é oferecer melhor pão aos consumidores angolanos. Formar excelentes padeiros eleva a qualidade do pão e uma melhor qualidade do pão fortalece toda a base alimentar de uma nação. Essa é a verdadeira promessa da produção local: trigo de elevada qualidade, moído localmente e transformado por mãos qualificadas”, afirmou Wissam Nesr, PCA do Grupo Webcor.

Grupo Webcor e instituto norte-americano avançam com projecto para formar padeiros e técnicos em Angola.

A escola foi concebida para apoiar a actividade da Grandes Moagens de Angola, principal unidade de moagem do Grupo Webcor no país, bem como a sua rede de clientes do sector da panificação. A componente técnica do projecto será reforçada pela experiência internacional da SNBI, que através da Soufflet West Africa opera, desde 2023, uma escola profissional de panificação em Abidjan, na Costa do Marfim.

Questionada pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA sobre o valor previsto para a construção da infra-estrutura, fonte ligada aos promotores do projecto considerou ser ainda “prematuro” avançar com números. “Neste momento, é ainda prematuro avançar com um valor de investimento. O Memorando de Entendimento estabelece um quadro de cooperação entre as partes para o desenvolvimento dos estudos técnicos, do modelo operacional, da estrutura curricular e dos requisitos de implementação do projecto. O investimento será definido numa fase posterior, à medida que estes trabalhos forem sendo concluídos”, explicou.

O projecto enquadra-se nas prioridades definidas pelo Executivo angolano para o desenvolvimento de competências técnicas, promoção do emprego jovem e fortalecimento da produção nacional.

No âmbito do acordo agora assinado, as duas entidades irão trabalhar durante os próximos 16 meses na concepção do projecto, planeamento das infra-estruturas, desenvolvimento curricular e definição do modelo de governação, prevendo concluir a fase preparatória até Agosto de 2027.

Para além da vertente formativa, a iniciativa representa um investimento em capital humano especializado, um dos principais desafios identificados pelos sectores produtivos angolanos. A aposta na qualificação técnica é frequentemente apontada como um elemento essencial para aumentar a competitividade da indústria nacional, reduzir a dependência de competências importadas e elevar os padrões de qualidade da produção local.

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