A Foster + Partners assinou esta semana um contrato com o Ministério dos Transportes de Angola para elaborar um plano director para a nova “aerotropolis de Luanda”, que servirá de núcleo regional para a África Central.
Segundo uma nota publicada na conta do LinkedIn do Ministério dos Transportes, o plano directcor será alinhado com as aspirações futuras de Angola e com o crescimento económico previsto, respeitando simultaneamente o património e a paisagem ecológica única do país.
O director de estúdio na Foster + Partners, Gerard Evenden, disse manifestou-se satisfeitos por fazer parte deste projeto transformador para Angola, o qual irá criar uma comunidade nova e próspera em torno do aeroporto existente.

Já o ministro dos transportes, Ricardo D’Abreu, sublinhou a importância do projecto e da assinatura deste contrato.
“Temos de oferecer a quem nos visita e a quem connosco trabalha condições de excelência à chegada e durante a sua estadia. Erguermos uma cidade aeroportuária, onde todos possam chegar, trabalhar e desfrutar do conforto necessário, representa um marco na nossa afirmação como país aberto ao exterior e disponível para trabalhar com todos os que tenham capacidade para crescer com e no nosso país”, acrescentou.
Ricardo Viegas d’Abreu enfatizou também o facto deste projecto poder vir a potenciar a criação de parcerias público-privadas (PPP) e de um modelo sustentável de crescimento e de mobilidade urbano a partir do funcionamento de um aeroporto internacional, do fluxo populacional por si gerado, e da articulação com a comunidade empresarial.
”Um modelo que, integrando a cidade aeroportuária com a actual cidade de Luanda, contribua para o crescimento e a dinamização da nossa capital e a transforme numa cidade global onde os luandenses possam viver, trabalhar e empreender”, reforçou.
Localizada a aproximadamente 50 quilómetros para o interior a partir do centro de Luanda, num terreno de 13 000 hectares, a nova cidade aeroportuária irá rodear o recentemente concluído Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto. Este projecto de utilização mista incluirá comércio, habitação e hotelaria, bem como serviços médicos, centros de formação, edifícios culturais e educativos, entre outras tipologias. A tecnologia e as energias renováveis serão as forças motrizes do plano director.





