FMI estima em 1% do PIB moçambicano custo dos novos acordos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) contabiliza em 1% do Produto Interno Bruto (PIB) os custos em 2024 dos novos acordos de Moçambique com a banca para resolver a polémica das dívidas ocultas. Quase dez anos depois de reveladas, o FMI descreve no relatório final da quarta avaliação ao programa de Facilidade de Crédito Alargado (ECF,…
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“Moçambique chegou a acordo com os credores para liquidar os restantes montantes pendentes da dívida divulgada em 2015. O acordo cobre cerca de 648 milhões de dólares de capital pendente”, diz FMI.
Economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) contabiliza em 1% do Produto Interno Bruto (PIB) os custos em 2024 dos novos acordos de Moçambique com a banca para resolver a polémica das dívidas ocultas.

Quase dez anos depois de reveladas, o FMI descreve no relatório final da quarta avaliação ao programa de Facilidade de Crédito Alargado (ECF, na sigla em inglês), concluída este mês, que as dívidas ocultas continuam a ser uma fonte de pressão das finanças públicas de Moçambique.

“Moçambique chegou a acordo com os credores para liquidar os restantes montantes pendentes da dívida divulgada em 2015. O acordo cobre cerca de 648 milhões de dólares de capital pendente (com um passivo total incluindo juros de 1,4 mil milhões de dólares) e implica um pagamento de 220 milhões de dólares (1% do PIB) em 2024”, lê-se no relatório do FMI sobre a avaliação.

O Governo moçambicano anunciou este mês um novo acordo extrajudicial – depois de outro fechado em 2023 – agora com três bancos, incluindo o português BCP, no litígio em Londres sobre as dívidas ocultas, prevendo a redução da “exposição do Estado” de 1,4 mil milhões para 220 milhões de dólares.

“A resolução extrajudicial reduz a exposição do Estado para 220 milhões de dólares, ou seja, um corte de 84% do total da reivindicação dos Bancos (e de 66% do capital)”, disse em 01 de Julho o ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, citado pela Lusa.

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