Os médicos médicos moçambicanos anunciaram, nesta Segunda-feira, 22, que voltam a paralisar as actividades em todo o território nacional, a partir do próximo dia 29 do mês em curso, às 07h00. Trata-se de uma greve com a duração de 21 dias prorrogáveis.
“A classe irá reunir-se previamente para decidir se prorroga ou não e havendo condições, nessa altura iremos suspender e não havendo condições, evidentemente que iremos prorrogar por mais 21 dias”, disse o presidente da Associação Médica de Moçambique, Napoleão Viola.
O caderno reivindicativo dos médicos possui 23 preocupações, das quais apenas seis foram resolvidas pelo Governo, nomeadamente as condições de trabalho nos hospitais; os enquadramentos dos médicos; e o não pagamento de horas-extraordinárias há mais de um ano.
Os médicos dizem que não irão ceder sequer “um milímetro” antes que o Governo garanta as condições de trabalho no Serviço Nacional de Saúde. Entretanto, prometem prestar serviços mínimos, sem avançar a percentagem de profissionais que estarão em serviço.
No entender da associação, “o Serviço Nacional de Saúde está um caos” em Moçambique. Dizem os médicos, que no sistema escasseiam-se até recursos básicos, como por exemplo, fios de sutura para que os pacientes sejam operados com o mínimo de segurança.
“Nós, como médicos, estamos cansados e pedimos a população para que pressione a quem de direito para que coloque as condições de trabalho dentro das nossas unidades sanitárias”, disse o presidente da Associação Médica de Moçambique.
Entretanto, o Governo moçambicano ainda não reagiu ao anúncio da retoma da greve dos médicos.
*Rodrigo Oliveira





