Nos últimos dois anos, Cabo Verde posicionou-se em 117º lugar nos últimos dois anos a nível global na recepção de remessas de emigrante, com um total de 37.500 milhões de escudos recebidos, revelou o Ministro das Comunidades de Cabo Verde Jorge Santos, durante o Iº Encontro de Empresariado Afrodescendente na Europa, que decorre em Lisboa.
Portugal e os Estados Unidos da América são os principais países de origem dessas remessas. A ilha de Santiago é a maior beneficiária, seguida de São Vicente.
O ministro salientou que, apesar de uma tendência de crescimento ao longo dos últimos anos, houve uma diminuição de 4,3% nas remessas em 2023, comparativamente ao ano anterior.
Jorge Santos destacou a importância das remessas enviadas pelos emigrantes para a economia do país e sublinhou a necessidade dos empresários na diáspora criarem plataformas digitais para melhor interação de negócios.
Jorge Santos referiu que a pandemia teve um impacto devastador na qualidade de vida e na economia, isolando comunidades e interrompendo transportes marítimos e aéreos. No entanto, sublinhou a necessidade de retomar a actividade social, cultural e económica. “Este fórum é um passo para avançar com iniciativas empresariais, aproveitando o potencial da diáspora cabo-verdiana e afrodescendente”, disse.
O ministro destacou ainda o papel crucial das remessas no orçamento nacional. Em 2025, 90% das receitas do orçamento de Estado de Cabo Verde serão provenientes de impostos e da economia nacional, com apenas 10% a provir de ajuda pública ao desenvolvimento e endividamento externo.
“A diáspora cabo-verdiana, com cerca de 1,5 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo, tem sido uma fonte significativa de apoio financeiro e empreendedorismo. Em 2022, as remessas totalizaram 305 milhões de dólares, evidenciando um crescimento constante desde 2016”, realçou.
O ministro enfatizou a importância de investir no capital humano, educação, formação profissional e empreendedorismo para transformar este potencial em riqueza e prosperidade para Cabo Verde e para o continente africano.
Jorge Santos concluiu destacando a estabilidade política e social de Cabo Verde como um atrativo para o investimento estrangeiro, especialmente num contexto regional marcado por instabilidade.
“A continuidade do crescimento das remessas e o fortalecimento da economia cabo-verdiana dependem de um ambiente estável e de políticas eficazes que promovam o desenvolvimento sustentável”, disse.





