União Europeia e França financiam com 25,3 milhões de euros projecto de gestão de resíduos em Angola

A União Europeia (UE) e a França financiaram com cerca de 25,3 milhões de euros o Projecto de Apoio à Gestão de Resíduos e Economia Circular na Província de Luanda, capital de Angola, informou esta Quarta-feira, 17, a embaixadora da UE, Rosário Bento Pais. Ao discursar na abertura do lançamento do projecto, Rosário Pais disse…
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Embaixadora da UE, Rosário Bento Pais disse que este investimento no projecto não se limita à sua dimensão financeira, mas assume igualmente uma natureza política, refletindo uma visão partilhada de que a gestão de resíduos sólidos pode deixar de ser um problema urbano e ambiental.
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A União Europeia (UE) e a França financiaram com cerca de 25,3 milhões de euros o Projecto de Apoio à Gestão de Resíduos e Economia Circular na Província de Luanda, capital de Angola, informou esta Quarta-feira, 17, a embaixadora da UE, Rosário Bento Pais.

Ao discursar na abertura do lançamento do projecto, Rosário Pais disse que o programa tem a duração de quatro anos, visando regularizar e promover a gestão integrada do lixo urbano, assim como a redução da poluição plástica nas zonas costeiras, o que vai permitir transformar os resíduos em recursos, fomentando a reciclagem e a criação de empregos verdes no país.

Segundo a responsável da União Europeia em Angola, este investimento não se limita à sua dimensão financeira, mas assume igualmente uma natureza política, reflectindo uma visão partilhada de que a gestão de resíduos sólidos pode deixar de ser um problema urbano e ambiental para se afirmar como um verdadeiro motor de desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Rosário ressalta que o programa, financiado pela União Europeia e a República Francesa com um envelope de 25,3 milhões de euros, inscreve-se no Programa Indicativo Plurianual 2021–2027, no quadro da Estratégia Global Gateway e da abordagem Team Europe.

No entanto, salientou que o projecto responde directamente às prioridades do Governo de Angola no Plano Nacional de Desenvolvimento 2023–2027, em particular no eixo dedicado ao ambiente e à economia circular, bem como ao Plano Nacional de Eliminação Progressiva dos Plásticos (PLANEPP) o qual estabelece metas concretas para reduzir a poluição plástica no país.

A embaixadora destacou a urgência de agir com o projecto, pois em Luanda, são produzidas diariamente entre 6 8 mil toneladas de resíduos, enquanto a taxa de reciclagem permanece inferior a 5%.

“Esta realidade constitui um desafio ambiental, económico e social de grande dimensão, com impactos directos na saúde pública, na qualidade de vida das comunidades e na sustentabilidade urbana”, disse.

Portanto, Bento apresentou os eixos centrais do projecto, o reforço da governação e da regulação que constitui um dos pilares centrais desta acção, a modernização da cadeia de valor dos resíduos é outro objectivo fundamental deste programa, atracção de investimento privado e promoção da economia circular, valorização do sector informal e criação de empregos verdes e o alinhamento com os compromissos internacionais e regionais.

Rosário afirmou que a União Europeia está profundamente empenhada em continuar a trabalhar com Angola nesta transformação.

“Acreditamos que este projecto pode ser um catalisador de mudanças mais amplas, transformar resíduos em recursos, gerar oportunidades de negócio, criar empregos verdes, reduzir desigualdades e proteger o ambiente para as futuras gerações”, realçou.

Reafirmou ainda que, com este lançamento, não celebram apenas o início de um projecto, mas a lançar as bases de uma parceria estratégica para a economia circular em Angola, que traduz na prática o espírito da cooperação Team Europe e da estratégia Global Gateway da União Europeia.

“Unir forças, mobilizar investimento e conhecimento, somar capacidades e caminhar lado a lado com os nossos parceiros angolanos para construir um futuro mais sustentável, resiliente e inclusivo. Que Luanda se torne uma referência africana em gestão sustentável de resíduos. Este é o nosso compromisso comum”, concluiu.

 

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