Primeiras concessões turísticas em Angola deverão avançar até ao final deste ano

Angola prevê lançar as primeiras concessões turísticas ainda este ano, no âmbito da estratégia do Executivo para dinamizar o investimento privado e diversificar a economia nacional. O anúncio foi feito esta Terça-feira pelo secretário de Estado para a Gestão de Activos e Concessões Turísticas, Josemar Afonso, durante o Fórum de Investimento da África Lusófona 2026,…
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O anúncio foi feito esta Terça-feira pelo secretário de Estado para a Gestão de Activos e Concessões Turísticas, Josemar Afonso, durante o Fórum de Investimento da África Lusófona 2026, que decorre na Ilha do Sal, em Cabo Verde.
Economia

Angola prevê lançar as primeiras concessões turísticas ainda este ano, no âmbito da estratégia do Executivo para dinamizar o investimento privado e diversificar a economia nacional.

O anúncio foi feito esta Terça-feira pelo secretário de Estado para a Gestão de Activos e Concessões Turísticas, Josemar Afonso, durante o Fórum de Investimento da África Lusófona 2026, que decorre na Ilha do Sal, em Cabo Verde.

O governante sustentou que o turismo está assumido como um dos pilares da diversificação económica de Angola, tendo em conta o potencial do país para desenvolver uma indústria turística competitiva e atrair novos investimentos.

Durante a sua intervenção, Josemar Afonso destacou a aprovação de medidas de incentivo ao investimento privado no sector, designadas “Investiturismo”, e referiu que já foram aprovados cerca de 700 milhões de dólares em infra-estruturas públicas ligadas ao turismo.

Para o secretário de Estado, o actual estágio de desenvolvimento do sector representa uma oportunidade para investidores interessados em participar na construção e consolidação da indústria turística angolana.

“Este é um momento para os investidores que têm apetite e querem participar na construção de uma indústria”, sublinhou, ao defender o envolvimento do sector privado no desenvolvimento de novos projectos turísticos.

Governo quer simplificar processos de concessão

No que diz respeito aos procedimentos para a atribuição de concessões turísticas, Josemar Afonso explicou que o Executivo está a trabalhar na simplificação dos processos, de modo a reduzir a burocracia e facilitar a entrada de investidores no mercado.

De acordo com o responsável, anteriormente os promotores tinham de interagir com diferentes instituições públicas para viabilizar os seus projectos. Com as mudanças em curso, o Ministério do Turismo passa a centralizar o processo, funcionando como principal interlocutor dos investidores interessados em obter uma concessão no sector.

O procedimento começa com a apresentação de uma manifestação de interesse, que será avaliada com base na competência técnica do proponente e na sua capacidade financeira para executar o projecto apresentado.

Caso a proposta reúna as condições necessárias, inicia-se a fase de negociação, durante a qual o Ministério do Turismo promove igualmente a articulação com outras instituições da Administração Pública e entidades relevantes, incluindo a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX).

Concluídas as etapas de avaliação e negociação e reunidas as condições exigidas, poderá ser atribuída a concessão para a implementação do projecto.

Transparência na atribuição das concessões

O governante assegurou que o processo de atribuição das concessões será conduzido com transparência, através da divulgação pública das oportunidades de investimento, das propostas recebidas e dos critérios utilizados na respectiva avaliação.

A comunicação dos resultados deverá igualmente permitir o escrutínio do processo pelo mercado, contribuindo para reforçar a confiança dos investidores e promover um ambiente de negócios mais favorável.

Josemar Afonso reiterou que o Executivo pretende avançar ainda este ano com as primeiras concessões, abrangendo iniciativas enquadradas no Investiturismo e noutras modalidades de desenvolvimento turístico referidas durante a intervenção.

A iniciativa insere-se nos esforços de Angola para mobilizar capital privado, desenvolver infra-estruturas, criar oportunidades de negócio e consolidar o turismo como uma alternativa estratégica para o crescimento económico, num contexto de diversificação das fontes de receitas do país.

 

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