Guiné-Bissau prevê crescimento económico de 5% em 2026 e aposta na diversificação da economia

A Guiné-Bissau prevê alcançar um crescimento económico de 5% em 2026, depois de ter registado uma expansão de 5,7% em 2025, impulsionada pelo desempenho da campanha agrícola. Os dados foram avançados esta Terça-feira pelo ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadú Mudjetaba Djaló, durante a sua intervenção no Fórum de Investimento da África Lusófona…
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Ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadú Mudjetaba Djaló, garante que o Governo está a promover uma agenda de diversificação económica, com enfoque na transformação local dos produtos agrícolas, na industrialização e no aumento da produtividade.
Economia

A Guiné-Bissau prevê alcançar um crescimento económico de 5% em 2026, depois de ter registado uma expansão de 5,7% em 2025, impulsionada pelo desempenho da campanha agrícola.

Os dados foram avançados esta Terça-feira pelo ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadú Mudjetaba Djaló, durante a sua intervenção no Fórum de Investimento da África Lusófona 2026, que decorre na Ilha do Sal, em Cabo Verde.

Ao abordar o tema “Transformação económica da Guiné-Bissau com diversificação e investimento privado”, o governante destacou a necessidade de acelerar as reformas estruturais, fortalecer a governação económica e melhorar o ambiente de negócios, com vista à construção de uma economia mais diversificada, produtiva e integrada nas cadeias regionais e globais de valor.

Segundo Mamadú Mudjetaba Djaló, a economia guineense continua fortemente dependente da produção e exportação da castanha de caju, uma realidade que expõe o país à volatilidade dos mercados internacionais.

Para inverter este cenário, o Governo está a promover uma agenda de diversificação económica, com enfoque na transformação local dos produtos agrícolas, na industrialização e no aumento da produtividade.

“O nosso principal desafio económico é simultaneamente a nossa maior oportunidade: transformar uma economia historicamente dependente da castanha de caju numa economia mais produtiva, diversificada e orientada para a transformação local”, afirmou.

Infra-estruturas e energia entre as prioridades

O ministro reconheceu que a insuficiência de infra-estruturas de transporte, logística e energia continua a representar um dos principais constrangimentos ao desenvolvimento económico da Guiné-Bissau. Contudo, assegurou que estão em curso investimentos estruturantes para melhorar as condições de mobilidade, conectividade e competitividade do país.

Entre as iniciativas destacadas estão os projectos de construção e reabilitação de estradas e pontes, a entrada em funcionamento do novo Aeroporto Internacional e a conclusão de uma extensão de 1.800 quilómetros de rede eléctrica, conforme referido no discurso.

O governante anunciou igualmente a intenção de avançar com a modernização das infra-estruturas portuárias, de modo a melhorar o acesso, reforçar a capacidade operacional e ampliar os serviços logísticos.

No sector energético, destacou os progressos na interligação da rede eléctrica regional ao sistema nacional, bem como os investimentos previstos na expansão da energia solar. A construção da rede nacional de fibra óptica e a disponibilidade da ligação por cabo submarino foram igualmente apontadas como factores importantes para acelerar a transformação digital e melhorar a competitividade da economia.

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