Estado e empresas chamados a financiar a próxima etapa do desenvolvimento turístico de Cabo Verde

O ministro da Economia, Comércio, Indústria e Transição Digital de Cabo Verde, António Baptista, defendeu, esta Terça-feira, 27, na Ilha do Sal, as parcerias público-privadas (PPP) como uma das principais alternativas para mobilizar investimentos estruturais e reforçar a capacidade do país de atrair investidores para o sector do turismo. A posição foi apresentada durante o…
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Ministro da Economia, Comércio, Indústria e Transição Digital considera que as parcerias entre o Estado e o sector privado podem ajudar a superar as limitações financeiras dos governos e garantir infra-estruturas essenciais para a competitividade turística.
Economia Negócios

O ministro da Economia, Comércio, Indústria e Transição Digital de Cabo Verde, António Baptista, defendeu, esta Terça-feira, 27, na Ilha do Sal, as parcerias público-privadas (PPP) como uma das principais alternativas para mobilizar investimentos estruturais e reforçar a capacidade do país de atrair investidores para o sector do turismo.

A posição foi apresentada durante o painel “A transformação do turismo em Cabo Verde: O modelo de parcerias público-privadas do Sal e da Boa Vista e lições para a sua replicação”, no âmbito do Fórum de Investimento da África Lusófona 2026.

Segundo o governante, as limitações financeiras dos Estados tornam necessário encontrar mecanismos de cooperação com o sector privado para concretizar projectos de grande dimensão, sobretudo em áreas que exigem elevados volumes de capital, apresentam riscos significativos e oferecem retornos a longo prazo.

“Os nossos governos têm limitações financeiras. As parcerias público-privadas são uma das alternativas para conseguirmos materializar os grandes investimentos”, afirmou António Baptista.

O ministro explicou que os investimentos estruturais nem sempre podem ser suportados exclusivamente pelo Estado ou pelo sector privado, devido aos custos envolvidos, aos riscos associados e ao tempo necessário para recuperar o capital investido.

Neste contexto, salientou que a participação do Estado, através de instrumentos como garantias, licenciamento e concessões, pode proporcionar maior segurança jurídica e previsibilidade aos investidores. Estas condições, segundo o governante, contribuem igualmente para facilitar o acesso ao financiamento bancário e criar condições para projectos com horizontes de execução e retorno mais longos.

Infra-estruturas são determinantes para a competitividade turística

António Baptista destacou que a competitividade de Cabo Verde enquanto destino turístico depende não apenas da capacidade de atrair operadores e investidores internacionais, mas também da disponibilidade de infra-estruturas capazes de responder às exigências do mercado.

Entre as prioridades, apontou o abastecimento de água, o fornecimento de energia e a existência de infra-estruturas de suporte à actividade turística, tendo em conta os elevados níveis de consumo e os padrões de qualidade exigidos pelos operadores internacionais.

Para o ministro, a previsibilidade no fornecimento de matérias-primas, bens e serviços essenciais, bem como a disponibilidade de infra-estruturas adequadas, são factores importantes para garantir a confiança dos investidores e a sustentabilidade dos empreendimentos turísticos.

O governante referiu ainda que Cabo Verde tem experiências de investimento nas ilhas do Sal e da Boa Vista que podem contribuir para a reflexão sobre modelos de parceria capazes de responder às necessidades do sector, sobretudo na criação de infra-estruturas de suporte ao turismo.

Modelo pode ser replicado noutros sectores

O recurso às parcerias público-privadas integra a estratégia que o Governo cabo-verdiano está a equacionar para desenvolver infra-estruturas e manter o país atractivo ao investimento.

A abordagem procura combinar a capacidade de mobilização de recursos do sector privado com o papel do Estado na criação de condições institucionais, jurídicas e operacionais favoráveis à execução dos projectos.

A experiência do Sal e da Boa Vista, ilhas com forte presença da actividade turística, foi apresentada como referência para avaliar a aplicação destes mecanismos noutros contextos, tendo em conta as necessidades de investimento, os riscos e as características de cada projecto.

A intervenção de António Baptista reforça, assim, a importância da cooperação entre os sectores público e privado na construção de infra-estruturas, na melhoria das condições de operação dos empreendimentos turísticos e no fortalecimento da capacidade de Cabo Verde para captar investimento nacional e estrangeiro.

 

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