Uma reunião de alto nível dos bancos centrais dos nove estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi realizada, recentemente , em teleconferência, com o objectivo de traçar o futuro da estatística no pós-pandemia nestas instituições de supervisão dos respectivos países, de acordo com uma nota oficial da autoridade bancária de Macau, país asiático que presidiu os trabalhos.
Subordinado ao tema “Da Sobrevivência à Inovação: a função estatística no pós-epidemia”, os líderes dos bancos centrais não deixaram de apelar, no XI encontro de estatística, para a necessidade de melhoria dos dados estatísticos como meio de se melhorar, também, a condução da estratégia de supervisão on-site.
Como anfitrião do certame, a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) reconheceu a importância da estatística como instrumento de medição e avaliação da estabilidade da economia e de acompanhamento do curso das políticas adoptadas por estes nove reguladores do sector bancário.
Pela voz do seu presidente do conselho de administração, Chan Sau San, a entidade defendeu ainda, à margem do encontro, que “a função estatística das instituições (bancárias) centrais desempenhará um papel cada vez mais activo, estabelecendo fundamentos objectivos indispensáveis para os estudos e a definição de políticas e a supervisão subsequente”, devido ao que designou por “incerteza causada pelo cenário pandémico” na economia e no sector financeiro.
Os nove reguladores da CPLP levaram ainda a debate outros grandes temas considerados nevrálgicos na condução das políticas internas de cada sistema bancário, como é o caso da “importância da função estatística e dos dados estatísticos financeiros dos bancos centrais para a avaliação da economia e da estabilidade financeira”. Tudo isto dentro da conjuntura de crise pandémica.
Num cenário de crise, em que as tecnologias de informação adequadas ao sector financeiro importam, os bancos centrais não colocaram de parte esses recursos. Ou seja, para os nove reguladores da CPLP, o actual quadro de crise da Covid-19 demanda, também desafios tecnológicos, este que foi temas várias vezes chamado a debate pelos bancos centrais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, incluindo a AMCM.
O Encontro de Estatísticas dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa é um evento bianual que deveria ter ocorrido em 2020, mas que foi adiado devido à pandemia, tendo-se realizado por vídeo-conferência.
Para a AMCM, o evento fortaleceu o contacto com os bancos centrais dos países lusófonos e reforçou a promoção da cooperação multilateral, consolidando o papel de Macau como plataforma de serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa.





