ONGs pedem a PR da Guiné Equatorial que liberte activista detido desde 2024

Oito organizações de direitos humanos pediram ao Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que liberte o advogado e activista Anacleto Micha Ndong Nlang, após um grupo de trabalho das Nações Unidas ter concluído que a sua detenção "é arbitrária". Ndong Nlang é um conhecido defensor dos direitos humanos no país que, no início da sua carreira como advogado,…
ebenhack/AP
Ndong Nlang é um conhecido defensor dos direitos humanos no país que, no início da sua carreira como advogado, ajudou activistas e políticos detidos por criticarem o Governo do país africano que faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Política

Oito organizações de direitos humanos pediram ao Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que liberte o advogado e activista Anacleto Micha Ndong Nlang, após um grupo de trabalho das Nações Unidas ter concluído que a sua detenção “é arbitrária”.

Ndong Nlang é um conhecido defensor dos direitos humanos no país que, no início da sua carreira como advogado, ajudou activistas e políticos detidos por criticarem o Governo do país africano que faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Numa carta dirigida a Obiang, datada de 04 de Junho e enviada hoje à agência noticiosa EFE, organizações como a Amnistia Internacional, a Human Rights Foundation (HRF) ou a Organização Mundial Contra a Tortura (OMCT) instaram o Governo equato-guineense a aplicar a decisão emitida este ano pelo Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária, em que se pede que o ativista seja libertado e que haja “reparações pelas violações de direitos sofridas”.

Além disso, pediram às autoridades equato-guineenses que permitam o acesso da sua família e advogados, retirem as acusações apresentadas contra ele e ponham fim às detenções em regime de incomunicabilidade de prisioneiros.

Segundo as organizações signatárias, Ndong Nlang permanece detido “em regime de incomunicabilidade” desde a sua detenção a 26 de Janeiro de 2024 e encontra-se exposto ao risco de sofrer torturas ou maus-tratos.

De acordo com o documento das ONG, o advogado foi detido por agentes de segurança vestidos à civil na sua residência em Malabo, sem mandado judicial, e posteriormente acusado de injúrias após denunciar alegados raptos e torturas sofridos durante uma detenção anterior.

O activista, diz a Lusa, foi visto pela última vez em Março de 2024 e, embora as autoridades tenham informado mais tarde sobre a sua transferência para a prisão de alta segurança de Oveng Azem em Mongomo, uma cidade na parte continental do país, os seus familiares e advogados não conseguiram verificar a sua situação, segundo denunciam as organizações.

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