Presidente do partido Renova Angola considera insuficiente discurso sobre o Estado da Nação

O presidente do partido Renova Angola, Manuel Fernandes, considerou esta Quinta-feira, em Luanda, que o discurso sobre o Estado da Nação, proferido pelo Presidente da República, João Lourenço, foi insuficiente na apresentação de indicadores concretos sobre as realizações do Executivo e os desafios que continuam por resolver no país. Em entrevista à Forbes África Lusófona,…
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No final da abertura da 5.ª Sessão Legislativa da V Legislatura, Manuel Fernandes criticou a falta de indicadores concretos sobre o combate à corrupção, recuperação de activos, encerramento de empresas e criação de empregos.
Economia

O presidente do partido Renova Angola, Manuel Fernandes, considerou esta Quinta-feira, em Luanda, que o discurso sobre o Estado da Nação, proferido pelo Presidente da República, João Lourenço, foi insuficiente na apresentação de indicadores concretos sobre as realizações do Executivo e os desafios que continuam por resolver no país.

Em entrevista à Forbes África Lusófona, após o discurso de abertura da 5.ª Sessão Legislativa da V Legislatura, o político criticou a ausência de uma avaliação detalhada dos objectivos que não foram alcançados, bem como das razões que impediram a sua concretização.

Manuel Fernandes apontou o combate à corrupção e a recuperação de activos no exterior do país como áreas que, no seu entender, careciam de maior esclarecimento, defendendo a apresentação de dados que permitam avaliar os resultados efectivos das políticas públicas.

O líder do Renova Angola disse igualmente necessário aprofundar a informação sobre os valores recuperados e os activos que permanecem no estrangeiro, sublinhando que os montantes mencionados no discurso presidencial não seriam suficientes para esclarecer a dimensão do problema.

No domínio económico e do emprego, Manuel Fernandes questionou a falta de informações sobre o número de empresas encerradas, as razões que levaram ao seu encerramento e os postos de trabalho perdidos ao longo do período em análise.

Na sua perspectiva, a apresentação de indicadores sobre a criação de empregos e a evolução do tecido empresarial permitiria uma avaliação mais objectiva dos resultados alcançados pelo Executivo, sobretudo num contexto em que persistem dificuldades económicas e sociais.

O presidente do Renova Angola defendeu que o discurso presidencial deveria ter abordado com maior frontalidade os desafios que continuam a afectar a população, particularmente no que diz respeito ao bem-estar social, à empregabilidade e às condições de vida dos angolanos.

Para Manuel Fernandes, a avaliação do Estado da Nação não deve limitar-se à apresentação das realizações, devendo também incluir os compromissos não concretizados, os obstáculos encontrados e as medidas necessárias para responder aos problemas do país.

O político entende que estas questões permanecem como desafios para Angola e para os próximos ciclos de governação, defendendo uma abordagem mais transparente e sustentada em dados concretos sobre o desempenho das políticas públicas.

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