Ricardo de Abreu apela a investimentos cruzados entre Angola, Cabo Verde e Moçambique

O ministro dos Transportes de Angola, Ricardo de Abreu, defendeu, na Ilha do Sal, Cabo Verde, o reforço das parcerias entre empresários e empresas dos países africanos de língua portuguesa como uma das principais estratégias para dinamizar o Corredor do Lobito e impulsionar a integração económica regional. Falando no Fórum de Investimento da África Lusófona,…
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Ministro dos Transportes de Angola considera que a cooperação entre empresários dos países africanos de língua portuguesa é fundamental para acelerar a integração económica regional e ampliar as oportunidades de investimento.
Economia

O ministro dos Transportes de Angola, Ricardo de Abreu, defendeu, na Ilha do Sal, Cabo Verde, o reforço das parcerias entre empresários e empresas dos países africanos de língua portuguesa como uma das principais estratégias para dinamizar o Corredor do Lobito e impulsionar a integração económica regional.

Falando no Fórum de Investimento da África Lusófona, o governante sublinhou que a aproximação entre os sectores público e privado deve assentar em relações de confiança, interesses económicos comuns e iniciativas empresariais conjuntas, capazes de facilitar a concretização de projectos e estimular os investimentos entre os países.

Ricardo de Abreu recordou, neste contexto, uma recomendação do Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, segundo a qual os ministros dos Transportes dos países envolvidos no Corredor do Lobito devem desenvolver uma relação de proximidade e confiança semelhante à de irmãos, de modo a facilitar a comunicação, a coordenação e a tomada de decisões.

“É necessário que os empresários ultrapassem uma actuação isolada e estabeleçam sociedades e parcerias comerciais além-fronteiras, como a possibilidade de empresas cabo-verdianas investirem em Angola e de empresários angolanos explorarem oportunidades em Moçambique e noutros mercados africanos”, referiu.

Na sua intervenção, destacou o papel estratégico dos corredores de transporte, sejam aéreos, marítimos ou terrestres, na aproximação das economias, na redução dos custos de transacção e na facilitação da circulação de pessoas, mercadorias e investimentos.

Relativamente a Cabo Verde, Ricardo de Abreu salientou a importância da conectividade aérea e marítima, tendo em conta a sua condição insular, defendendo o aprofundamento das ligações com os restantes países africanos de língua portuguesa.

“A presença de operadores portuários com actividade em Angola e Moçambique é um exemplo de cooperação empresarial que pode ser ampliado, através de uma maior articulação entre os diferentes mercados e sectores económicos”, assegurou.

Para o ministro, Angola, Cabo Verde e Moçambique dispõem de experiências e capacidades complementares que podem ser aproveitadas para promover iniciativas conjuntas e fortalecer as relações comerciais no espaço lusófono.

Ricardo de Abreu concluiu que o reforço das relações institucionais, empresariais e dos interesses económicos comuns é determinante para acelerar a integração regional, alertando que a actuação isolada dos países poderá dificultar a concretização dos seus objectivos de desenvolvimento económico.

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